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Folha de Notícias

Ex-funcionários da Comigo são alvo de operação da Polícia Civil por suposto desvio de produtos agrícolas em Rio Verde

A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (18), uma operação para investigar um suposto esquema de desvio e comercialização irregular de produtos agrícolas envolvendo ex-funcionários da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), em Rio Verde, no sudoeste de Goiás. A ação é conduzida pelo Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc), que cumpre mandados de prisão e outras medidas judiciais autorizadas pela Justiça.

Segundo o delegado regional da Polícia Civil, Danilo Fabiano, a investigação começou após uma denúncia apresentada pela própria cooperativa. Durante uma auditoria interna, a empresa teria identificado que funcionários estariam comercializando produtos agrícolas diretamente para produtores rurais e recebendo os valores das vendas sem realizar o devido repasse à Comigo.

Conforme as informações apuradas até o momento, os produtores rurais envolvidos nas negociações acreditavam estar realizando compras normalmente junto à cooperativa. Os pagamentos, no entanto, teriam sido direcionados aos funcionários investigados, em vez de serem repassados à empresa.

A suspeita foi identificada durante o processo de fiscalização interna da Comigo. Após receber a denúncia, a Polícia Civil passou a investigar a dinâmica das negociações, a participação de cada suspeito e o possível prejuízo provocado à cooperativa.

A corporação informou que os investigados são ex-funcionários da Comigo e que já haviam sido desligados pela empresa após a identificação das supostas irregularidades.

Os mandados cumpridos nesta terça-feira fazem parte das medidas adotadas pela Justiça durante a investigação. A operação ainda está em andamento e, segundo a Polícia Civil, novas informações poderão ser divulgadas ao longo do dia.

As investigações devem apontar a dimensão do suposto esquema, o valor do prejuízo causado e a eventual participação de outras pessoas. Até o momento, os envolvidos são investigados e a responsabilidade criminal deverá ser definida ao longo do processo.

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