O Brasil registrou uma taxa de desemprego de 5,2% no trimestre encerrado em setembro de 2026, o menor índice para um terceiro trimestre desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012.
Os dados, divulgados nesta sexta-feira (30), fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) e apontam uma redução em relação aos 5,4% registrados no trimestre anterior e aos 5,6% observados no mesmo período de 2025.
O número de brasileiros desempregados caiu para aproximadamente 5,6 milhões. São 417 mil pessoas a menos nessa condição em comparação com o terceiro trimestre do ano passado.
A população ocupada chegou a 103,6 milhões de pessoas, o maior contingente registrado desde 2012. Em apenas três meses, cerca de 581 mil brasileiros passaram a integrar esse grupo.
A construção civil foi o principal destaque do trimestre, com crescimento de 2,8% na ocupação e aproximadamente 210 mil trabalhadores adicionais.
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores atingiu R$ 3.790, um aumento de 3,6% em relação ao mesmo período de 2025.
A soma dos rendimentos dos trabalhadores também alcançou um recorde de R$ 387,5 bilhões.
Informalidade e desalento ainda preocupam
Apesar dos resultados positivos, o levantamento revela desafios no mercado de trabalho.
A informalidade atingiu 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de brasileiros.
Além disso, aproximadamente 2,5 milhões de pessoas estavam desalentadas, ou seja, gostariam de trabalhar, mas haviam desistido de procurar emprego. Esse grupo cresceu 7,5% em relação ao trimestre anterior.
Os números mostram que, embora o país tenha alcançado um recorde de pessoas trabalhando e uma redução do desemprego, parte da população ainda enfrenta dificuldades para conseguir uma ocupação ou permanece fora do mercado formal.











