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Folha de Notícias

Crianças de 3 e 5 anos mordiam o pai para defender a mãe de agressões em Goiás, diz Polícia Civil

Dois irmãos, de apenas 3 e 5 anos, tentavam proteger a própria mãe das agressões cometidas pelo pai e, segundo a Polícia Civil, chegavam a mordê-lo na tentativa de interromper os ataques. O caso, registrado em Cristalina, no Entorno do Distrito Federal, veio à tona após uma denúncia anônima de violência doméstica e resultou na prisão do suspeito na última segunda-feira (17).

A prisão foi realizada por equipes do Grupo Especial de Investigação Criminal (Geic) de Cristalina. De acordo com a Polícia Civil, a denúncia apontava que a mulher era vítima de agressões recorrentes e havia sido espancada novamente durante a madrugada. Após as diligências, o homem foi preso em flagrante pelo crime de lesão corporal praticada contra a mulher em contexto de violência doméstica e familiar.

Ao chegarem à residência, os policiais encontraram a vítima com diversas lesões pelo corpo, principalmente no rosto, que apresentava sinais evidentes das agressões. No interior do imóvel, também foram localizadas manchas de sangue espalhadas pelo chão. Conforme a corporação, um dos filhos indicou aos agentes que o sangue era da própria mãe.

A vítima confirmou que havia discutido com o companheiro durante a madrugada e relatou ter sido agredida. Ainda segundo a investigação, a denúncia apontava que o suspeito exercia controle psicológico e financeiro sobre a mulher, situação que poderia dificultar a busca por ajuda e o rompimento do ciclo de violência.

Durante o atendimento da ocorrência, as crianças relataram aos policiais que presenciavam constantes episódios de violência entre os pais. Segundo os irmãos, em algumas ocasiões o pai chegava a pegar uma faca para ameaçar ou tentar atacar a mãe.

Ainda conforme a Polícia Civil, os meninos contaram que tentavam impedir as agressões e, quando o pai avançava contra a mulher, mordiam o agressor para fazê-lo parar. Os relatos também indicam que eles se tornavam vítimas da violência ao tentar defender a mãe. De acordo com a corporação, o homem reagia com agressividade e também atacava os filhos quando eles interferiam.

Para os investigadores, o caso revela uma rotina marcada por episódios frequentes de violência dentro da residência, expondo crianças em idade pré-escolar a situações extremas e obrigando-as a assumir, repetidamente, o papel de proteger a própria mãe durante as agressões.

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