A adolescente brasileira Alice Dias de Oliveira, de 16 anos, foi encontrada neste sábado (8), após passar 17 dias desaparecida na França. A jovem havia sumido nas proximidades de Paris depois de sair do estágio que realizava durante as férias. Ela e uma amiga, que também estava desaparecida, foram localizadas por autoridades policiais francesas.
O caso, que mobilizou familiares, imprensa e internautas, segue sob investigação das autoridades francesas. As circunstâncias em que as duas adolescentes foram encontradas não foram divulgadas.
Em comunicado, a família de Alice informou que, neste momento, a prioridade é preservar a recuperação física, psicológica e emocional da adolescente. Por esse motivo, detalhes sobre o desaparecimento e a localização das jovens não serão divulgados.
A família também agradeceu à imprensa e a todas as pessoas que ajudaram na divulgação do caso, “mantendo viva a mobilização durante todo o período”.
A notícia da localização de Alice veio apenas dois dias depois do aniversário da mãe, Marília Leandra. Na última quinta-feira (6), a irmã da adolescente, Ana Flávia Dias, havia feito uma publicação nas redes sociais pedindo pelo retorno da jovem.
“Hoje é seu aniversário e tudo que eu mais queria era que seu presente fosse nossa Azedinha de volta”, escreveu Ana Flávia em homenagem à mãe.
Desaparecimento mobilizou família e redes sociais
Alice desapareceu após realizar um último contato com a família por meio de uma mensagem enviada ao pai, por volta das 22h40. Naquele momento, a adolescente aguardava um trem.
Preocupados depois que a jovem não retornou para casa, os familiares acionaram as autoridades e passaram a espalhar cartazes pelas ruas de Paris em busca de informações. A família é de Goiás, mas vive na França há cerca de dois anos.
Ao g1, Ana Flávia afirmou que a relação de Alice com os familiares sempre foi tranquila e transparente. Segundo ela, a adolescente tinha liberdade para conversar com os pais sobre seus compromissos e saídas.
“Se ela tivesse algum namorado, não teria por que meus pais proibirem alguma coisa, porque eu casei cedo. Quando ela quer sair, ela sempre pergunta à minha mãe: ‘Mãe, posso ir em tal lugar? Vou com fulano de tal’”, contou.
Agora, segundo a família, o foco está na proteção da adolescente e na garantia de que ela possa se recuperar longe da exposição pública. Em nota, os familiares reforçaram que a prioridade é assegurar a segurança, a privacidade e o acompanhamento de Alice, “evitando qualquer forma de exposição pública que possa comprometer o seu processo de recuperação”.











