O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protagonizou mais um capítulo da polarização política ao afirmar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “parece que é o chefe do PCC”. A declaração foi feita nesta segunda-feira (8), durante um evento com empresários em São Paulo, e gerou forte repercussão no cenário político nacional.
A fala ocorreu durante o evento Brasil de Ideias Mulher – Especial Eleições, promovido pelo Grupo Voto. Ao comentar a recente decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, Flávio criticou a postura do governo brasileiro diante da medida.
“[A classificação] é a maior oportunidade que nós temos de acabar com esse poder paralelo, que é o que eles são. Então não tem que ter tolerância, tem que ter unidade da nossa parte. Aí você olha para o presidente do Brasil, ele pensa o contrário. Parece que ele é o chefe do PCC. Muitas pessoas começam a pensar nisso”, declarou o senador.
Durante o discurso, o parlamentar afirmou ainda que facções criminosas exercem influência sobre uma parcela significativa do território nacional e defendeu uma atuação mais rígida no combate ao crime organizado. Segundo ele, “25% da população brasileira mora em áreas dominadas pelo PCC e pelo Comando Vermelho”, argumento utilizado para reforçar a necessidade de endurecimento das políticas de segurança pública.
Flávio também acusou o presidente de se posicionar contra iniciativas que, na avaliação dele, poderiam enfraquecer as organizações criminosas. O senador afirmou que Lula teria reagido negativamente à classificação das facções como terroristas pelos Estados Unidos, tema que vem gerando embates entre o Palácio do Planalto e setores da oposição.
A declaração ocorre em meio ao acirramento da disputa eleitoral de 2026. Pré-candidato ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro tem adotado um discurso cada vez mais crítico ao governo federal, especialmente nas áreas de segurança pública e relações internacionais. Nas últimas semanas, o tema ganhou força após o governo norte-americano anunciar a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, decisão criticada por Lula sob o argumento de que a medida representa uma interferência externa em assuntos internos do Brasil.











