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Folha de Notícias

“Vou poder ficar mais com minha filha”: trabalhadora se emociona ao comemorar fim da escala 6×1

Um vídeo publicado nas redes sociais ganhou repercussão após mostrar a reação emocionada de uma trabalhadora à aprovação, pelo Senado, da proposta que acaba com a escala 6×1 no Brasil.

No registro, a mulher conta que trabalha sob regime CLT e que, na rotina atual, chega a ter apenas um fim de semana completo de folga por mês. Ao comentar a mudança aprovada pelo Congresso, ela destacou principalmente a possibilidade de passar mais tempo com a filha.

“Quem é que não quer passar mais um dia em casa com seus filhos?”, questionou.

A trabalhadora afirmou que acompanhava com expectativa a votação da PEC e descreveu a aprovação como a realização de um desejo antigo. Emocionada, comemorou a possibilidade de ter dois dias de descanso semanal.

“Para mim, isso foi mais que um sonho realizado. É um desejo enorme e vencemos, graças a Deus. Vencemos, família CLT”, declarou.

Senado aprovou proposta por 75 votos a 1

A reação ocorreu depois de o Senado Federal aprovar, na quarta-feira (14), em primeiro e segundo turnos, a PEC 221/2019, que estabelece o fim da escala de seis dias trabalhados para apenas um de descanso.

O texto recebeu 75 votos favoráveis e apenas um contrário nos dois turnos. O único senador a votar contra foi Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

A proposta prevê dois dias de descanso remunerado por semana e redução gradual da jornada máxima, atualmente de 44 horas semanais, sem redução salarial. 

Mudança ainda não começa imediatamente

Apesar da comemoração da trabalhadora, a nova jornada ainda não está valendo.

Como o texto aprovado pelo Senado é o mesmo que já havia passado pela Câmara dos Deputados, a PEC segue agora para promulgação pelo Congresso Nacional. Por se tratar de uma emenda à Constituição, não há necessidade de sanção presidencial. 

Depois da promulgação, haverá um período de transição. Sessenta dias depois, a jornada máxima cairá para 42 horas semanais, com dois dias de descanso. Cerca de um ano depois dessa primeira etapa, o limite chegará a 40 horas semanais.

A redução deverá ocorrer sem corte de salários.

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