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Folha de Notícias

Cooperativa Comigo fatura R$ 14 bilhões e supera hoje o que gigante Cimed quer alcançar só em 2030

A Comigo encerrou 2025 com faturamento de R$ 14,1 bilhões, número oficialmente apresentado pela cooperativa em assembleia realizada em março deste ano. O resultado representa crescimento superior a 25% em relação a 2024, quando a organização havia faturado R$ 11,23 bilhões. Além da receita bilionária, a cooperativa contabilizou R$ 793 milhões em sobras no exercício. 

O desempenho ganhou repercussão depois que o consultor de marketing Bruno Araujo publicou um vídeo destacando que o faturamento da empresa de Rio Verde já é superior à meta que a Cimed pretende alcançar apenas em 2030. A comparação também foi repercutida por outros veículos. 

A farmacêutica encerrou 2024 com faturamento comercial de R$ 3,6 bilhões e traçou como objetivo chegar aos R$ 10 bilhões até 2030, dentro de um plano de expansão que envolve produção, logística, novos produtos e fortalecimento de marcas. A própria companhia confirma a meta em seu planejamento estratégico. 

Em números absolutos, portanto, o faturamento registrado pela Comigo em 2025 é R$ 4,1 bilhões superior à meta de R$ 10 bilhões projetada pela Cimed para o fim da década.

A comparação, porém, é principalmente uma forma de dimensionar o tamanho das empresas. Comigo e Cimed atuam em setores distintos, possuem modelos de negócios diferentes e seus indicadores financeiros não devem ser interpretados como uma disputa direta.

De 50 produtores a 12,5 mil cooperados

A trajetória da Comigo começou em 6 de julho de 1975, em Rio Verde, quando 50 produtores rurais do Sudoeste goiano decidiram criar uma estrutura cooperativa para fortalecer a produção, armazenagem, industrialização e comercialização agropecuária.

Cinco décadas depois, a organização reúne aproximadamente 12,5 mil cooperados, mantém cerca de 3,7 mil funcionários e está presente diretamente em diversos municípios goianos. Sua sede administrativa e seu complexo industrial permanecem em Rio Verde. 

A estrutura reúne operações ligadas a grãos, insumos agrícolas, rações, suplementos minerais, lojas agropecuárias, armazenagem e industrialização, o que ajuda a explicar a dimensão alcançada pela cooperativa.

Melhor do agronegócio brasileiro pela quarta vez

Os números vieram em um período de reconhecimento nacional para a empresa goiana.

Em setembro de 2025, quando completava 50 anos, a Comigo foi escolhida pela quarta vez como a melhor empresa do agronegócio brasileiro no ranking Valor 1000. A avaliação daquela edição considerou os resultados financeiros de 2024 e critérios ligados a governança, responsabilidade social e ambiental. 

Naquele levantamento, a cooperativa também apareceu como a maior empresa de Goiás no ranking geral, além de figurar entre as maiores companhias das regiões Norte e Centro-Oeste.

Já na edição mais recente do Valor 1000, divulgada em 2026, a Comigo ficou em segundo lugar entre as melhores empresas do agronegócio do país, avançou da 127ª para a 107ª posição entre as maiores empresas brasileiras e foi reconhecida como a melhor empresa do agronegócio das regiões Centro-Oeste e Norte.

O tamanho de uma empresa que ainda é pouco conhecida fora de Goiás

Foi justamente essa diferença entre dimensão econômica e exposição nacional que impulsionou a repercussão do vídeo.

Enquanto a Cimed construiu nos últimos anos uma presença bastante forte junto ao consumidor por meio de campanhas publicitárias, redes sociais e marcas de grande circulação, a Comigo tem atuação predominantemente ligada ao agronegócio e ao relacionamento com produtores rurais.

O contraste ajuda a explicar por que uma empresa capaz de movimentar mais de R$ 14 bilhões por ano, sediada no interior de Goiás, ainda pode ser desconhecida de uma parcela considerável do público brasileiro.

Para Rio Verde e o Sudoeste goiano, os números reforçam também o peso econômico adquirido pelo agronegócio regional e pelas empresas que cresceram acompanhando a expansão da produção agrícola nas últimas décadas.

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