A sucessão de Bruno Peixoto (União Brasil) na presidência da Assembleia Legislativa de Goiás já começou a movimentar os bastidores políticos, e Rio Verde aparece em posição de destaque nas articulações. Dois nomes ligados diretamente ao município estão entre os deputados cotados para comandar a Alego a partir de 2027: Paulo do Vale (PSD) e Lissauer Vieira (PL).
Segundo apuração do Mais Goiás, pelo menos seis parlamentares já sinalizaram interesse na presidência da Casa. Além dos dois representantes ligados a Rio Verde, também aparecem nas conversas Virmondes Cruvinel (União Brasil), Issy Quinan (MDB), Wilde Cambão (União Brasil) e Charles Bento (MDB).
Paulo do Vale chega à Assembleia após dois mandatos como prefeito de Rio Verde e uma votação expressiva nas eleições deste ano. Ele foi eleito deputado estadual com 72.792 votos, terminando como o quarto mais votado de Goiás.
A entrada de Paulo na disputa pela presidência chama atenção porque ele chegará à Alego já com peso político construído no Sudoeste goiano e com uma votação que o colocou entre os principais nomes da nova legislatura.
Do outro lado está Lissauer Vieira, que conhece de perto o comando do Legislativo estadual. O ex-presidente da Alego retorna à Casa depois de quatro anos fora do Parlamento estadual.
Lissauer foi eleito pelo PL com 46.056 votos, equivalente a 1,27% dos votos válidos para deputado estadual em Goiás.
A experiência anterior na presidência da Assembleia é um dos fatores que colocam seu nome novamente nas articulações internas.
Seis nomes já aparecem na disputa
Além de Paulo e Lissauer, outros quatro deputados são mencionados nas conversas para a sucessão de Bruno Peixoto.
Issy Quinan, do MDB, recebeu 73.433 votos; Virmondes Cruvinel, do União Brasil, 53.821; Wilde Cambão, também do União Brasil, 53.550; e Charles Bento, do MDB, 45.901.
A definição, no entanto, ainda depende de uma ampla composição partidária. A presidência da Assembleia tradicionalmente envolve negociações entre bancadas, partidos, Palácio das Esmeraldas e lideranças internas da própria Casa.
Bruno Peixoto incentiva articulações
Atual presidente da Alego, Bruno Peixoto deixará o Legislativo estadual após ser eleito deputado federal.
Ele recebeu 207.899 votos e foi o candidato a deputado federal mais votado de Goiás nas eleições de 2026.
Segundo a apuração do Mais Goiás, Bruno tem incentivado os interessados na sucessão a iniciarem as articulações e defende que o próximo presidente seja alguém com experiência dentro da Assembleia.
Esse ponto pode pesar especialmente a favor de nomes que já possuem trajetória no Legislativo, como Lissauer, Virmondes, Wilde Cambão e Charles Bento.
Paulo do Vale, por outro lado, chega como estreante na Alego, mas carrega a experiência de ter comandado uma das maiores cidades do interior de Goiás e entra na nova legislatura com a quarta maior votação entre os deputados estaduais eleitos.
Rio Verde pode ampliar ainda mais seu espaço político
Independentemente de quem avance nas articulações, a presença simultânea de Paulo do Vale e Lissauer Vieira entre os nomes cotados coloca Rio Verde em posição privilegiada na disputa pelo comando de um dos Poderes do Estado.
Caso um deles consiga reunir os votos necessários entre os 41 deputados, Rio Verde voltará a ter um representante diretamente ligado ao município na presidência da Assembleia Legislativa.
Os deputados eleitos tomam posse em 1º de fevereiro de 2027. Na mesma data, será escolhida a nova Mesa Diretora da Alego, responsável por comandar os trabalhos administrativos e políticos da Casa.
Até lá, a tendência é de intensificação das conversas e alianças nos bastidores. Com dois nomes na disputa, Rio Verde entra desde já no centro das articulações pela presidência da Assembleia Legislativa de Goiás.











