O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne nesta quarta-feira (7), em Brasília, com jovens políticos que tiveram votação expressiva nas eleições de domingo. O encontro faz parte da reformulação da campanha petista para o segundo turno, após Lula terminar a primeira etapa atrás de Flávio Bolsonaro (PL).
Entre os nomes convidados estão Pedro Rousseff (PT-MG), Ana Elisa (PT-MG), Rick Azevedo (PSOL-RJ) e Fábio Felix (PSOL-DF), que foram eleitos para a Câmara dos Deputados, além das deputadas Sâmia Bomfim e Erika Hilton, ambas do PSOL de São Paulo.
A ideia da campanha é ouvir sugestões de nomes que conseguiram forte desempenho eleitoral e possuem presença relevante nas redes sociais. A comunicação digital passou a ser considerada uma das principais prioridades para as três semanas restantes até o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Ana Elisa, de 21 anos, é um dos principais exemplos da estratégia que o PT pretende compreender melhor. Eleita deputada federal por Minas Gerais com 524 mil votos, ela construiu grande parte de sua campanha na internet e já ultrapassa 2,4 milhões de seguidores nas redes sociais.
Erika Hilton também chega ao encontro com peso eleitoral. A deputada foi reeleita por São Paulo com mais de 1,5 milhão de votos, tornando-se a mulher mais votada da história do país para a Câmara dos Deputados.
Campanha mira redes sociais e eleitores que não votaram
Além de melhorar a comunicação digital, a campanha de Lula pretende concentrar esforços em dois grupos: os mais de 9 milhões de eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno e, principalmente, os cerca de 33 milhões que não compareceram às urnas.
A abstenção chegou a pouco mais de 21% no primeiro turno. Aliados de Lula avaliam que parte desse eleitorado pode ser mobilizada no segundo turno e passaram a defender uma campanha mais presente nas ruas e nas redes sociais.
Pedro Rousseff defende mudanças em quatro áreas
Eleito deputado federal por Minas Gerais, Pedro Rousseff também pretende apresentar sugestões diretamente a Lula.
Entre os pontos defendidos por ele estão mudanças na comunicação pelas redes sociais, apresentação mais clara das propostas para um eventual novo mandato, debate sobre a atuação do Supremo Tribunal Federal e maior atenção à segurança pública.
Rousseff também passou a defender mudanças no modelo relacionado ao STF. Segundo ele, a campanha precisa responder de forma mais direta às críticas envolvendo a Corte.
Lula reorganiza campanha após primeiro turno
Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%. A diferença foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos.
Desde o resultado, Lula vem realizando reuniões com aliados para redefinir a estratégia da campanha. A avaliação interna é de que houve falhas principalmente na comunicação com jovens e mulheres e de que o discurso precisa ser mais direto nas redes sociais.
A campanha também prepara viagens pelas regiões Norte, Nordeste e Sudeste, além de encontros com setores específicos da sociedade e maior participação de parlamentares e influenciadores digitais.
O objetivo é ampliar a mobilização nas ruas, reduzir a abstenção e tentar reverter a diferença registrada no primeiro turno até a votação decisiva de 25 de outubro.











