O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou que não pretende apoiar Flávio Bolsonaro (PL) caso fique fora de um eventual segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A declaração foi dada no domingo (27), durante agenda de campanha em Salvador, após um ato realizado na região da Reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Correio Braziliense
Questionado sobre qual seria sua posição caso a disputa final fosse entre Lula e Flávio, Renan respondeu que trabalha com a própria candidatura e afirmou: “Vou votar 14 no primeiro e segundo turno.”
O candidato também disse que pretende concentrar os esforços em chegar à próxima etapa da eleição e afirmou que “ignora” Flávio como opção em qualquer cenário de segundo turno.
Renan ataca os dois adversários
Durante a resposta, Renan elevou o tom contra Lula e Flávio e classificou como uma “escolha de Sofia” a possibilidade de o eleitor precisar decidir entre os dois.
Ao falar sobre Lula, afirmou que, se quisesse votar em alguém que considera “bandido”, já estaria apoiando o petista. A expressão representa uma acusação política feita por Renan, não uma caracterização deste jornal.
Renan também dirigiu críticas a Flávio Bolsonaro e declarou que, em sua avaliação, o candidato do PL “não deveria ser candidato pra nada”.
Apoio já havia sido descartado antes
Não foi a primeira vez que Renan rejeitou uma aproximação com o grupo de Flávio.
Em declarações anteriores, o candidato do Missão já havia afirmado que não pretendia se juntar nem ao campo político de Lula nem ao de Bolsonaro. Durante entrevista ao SBT Brasil, disse que integrantes ligados à campanha de Flávio chegaram a procurar seu grupo, mas que qualquer composição estava descartada.
Em Salvador, Renan voltou a sustentar que sua estratégia é permanecer como uma alternativa aos dois principais grupos políticos na disputa presidencial.











