Folha de Notícias

Vereadora de Santa Helena expõe bastidores de atendimentos a mulheres em risco e revela luta por políticas públicas para autismo

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A vereadora Marcilene Martins de Freitas, de Santa Helena de Goiás, detalhou os desafios enfrentados à frente da Procuradoria Geral da Mulher no município e destacou a crescente demanda por atendimentos relacionados à violência contra mulheres. Em entrevista ao jornal Folha de Notícias, ela também apresentou avanços e projetos voltados ao apoio de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), área que afirma ser uma de suas principais bandeiras.

Segundo a parlamentar, a implantação da Procuradoria foi considerada inicialmente um desafio complexo, mas hoje já apresenta resultados concretos. “Pensamos que seria possível, mas muito difícil. Com a graça de Deus, conseguimos implantar. Hoje, somos três procuradoras trabalhando com acolhimento, justiça e apoio às mulheres”, afirmou.

A vereadora ressaltou que o volume de casos superou as expectativas iniciais e revelou que muitas situações atendidas envolvem risco extremo, incluindo ameaças de feminicídio. “O dia a dia não é fácil. Chegam casos que nos abalam, mas buscamos preparo constante para oferecer um atendimento digno, com suporte jurídico e psicológico”, explicou. Ela destacou ainda a importância do sigilo nos atendimentos, especialmente quando envolvem pessoas conhecidas na comunidade.

Marcilene enfatizou o impacto direto da Procuradoria na vida das mulheres em situação de vulnerabilidade, muitas vezes impedidas de denunciar abusos por dependência financeira ou medo. “É um trabalho essencial. Estamos falando de mulheres que enfrentam violência psicológica, patrimonial e física. Quando conseguimos encaminhar corretamente e acolher essas vítimas, já é uma vitória”, declarou.

Além da atuação na defesa das mulheres, a vereadora também lidera iniciativas voltadas ao apoio de pessoas com autismo. A motivação, segundo ela, é pessoal e antiga. “Há mais de 30 anos trabalho com inclusão. Comecei com deficientes auditivos e abracei a causa. Hoje, a luta pelo autismo se intensificou ainda mais, inclusive por vivência familiar”, relatou.

Ela defende a ampliação de políticas públicas voltadas ao TEA, com foco em estrutura adequada nas escolas, acompanhamento especializado e suporte às famílias. “Cada autista é único. Eles têm habilidades incríveis, mas precisam de apoio real. Nossa luta é por políticas que funcionem na prática”, disse.

Entre os projetos futuros, Marcilene mencionou a criação de espaços especializados para atendimento de autistas, com estrutura multidisciplinar. Apesar das dificuldades enfrentadas pela rede de saúde municipal, ela garante que segue trabalhando para tirar as propostas do papel. “Não vamos parar. Estamos ampliando esse movimento com outras mães e vamos buscar tudo o que for necessário”, afirmou.

Ao final da entrevista, a vereadora atribuiu sua motivação à trajetória de mais de quatro décadas na educação. “Ser vereadora é vocação. A força vem daquilo que vivi e do compromisso com as pessoas. Não é só ocupar um cargo, é fazer a diferença”, concluiu.

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