A manhã desta quarta-feira (17) foi marcada por um desfecho trágico que comoveu toda a região de Doverlândia. Após três dias de intensas buscas, o corpo da pequena Maria Fernanda foi encontrado às margens de um rio, justamente na data em que a criança completaria 2 anos de idade.
As circunstâncias que levaram à localização da menina foram detalhadas pelo tenente-coronel Eduardo Monteiro, do Corpo de Bombeiros, em entrevista concedida ao Rota Policial Notícias. Segundo o oficial, a descoberta de vestígios foi determinante para o avanço da operação.
“Realmente foi um baque, porque nós empenhamos muito durante todo o período em que estivemos lá. Tínhamos a equipe de cães, a equipe náutica e quatro drones fazendo a cobertura e a busca por superfície o tempo todo”, afirmou.
De acordo com o tenente-coronel, a localização começou a tomar um novo rumo após a identificação de uma fralda encontrada na área de buscas.
“Infelizmente nós recebemos a notícia de que foi encontrada a fralda da menina. A mãe realmente reconheceu a marca da fralda. A informação foi repassada para a equipe de cães e, junto com o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e também o helicóptero da corporação, acabamos encontrando o corpinho dela às margens do rio, aproximadamente dois quilômetros da sede de onde a família morava”, relatou.
O corpo foi localizado após uma ampla força-tarefa que mobilizou Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, equipes especializadas, voluntários e moradores da região. Durante os três dias de buscas, uma corrente de solidariedade e oração tomou conta das redes sociais, enquanto familiares e amigos mantinham a esperança de encontrar a criança com vida.
Segundo informações apuradas, a família reside há cerca de um ano na propriedade rural onde ocorreu o desaparecimento. Na manhã de segunda-feira (15), Maria Fernanda brincava dentro da residência enquanto os pais se deslocaram até uma represa próxima para verificar uma pinda de pesca. Pouco depois, eles ouviram um grito da menina e retornaram rapidamente para a casa, mas ela já não estava mais no local.
Questionado sobre as condições em que o corpo foi encontrado e a possibilidade de marcas de violência, o tenente-coronel evitou comentar detalhes para não comprometer as investigações conduzidas pelas autoridades competentes.
“Essa parte envolve uma possível investigação criminal. A Polícia Civil e a Polícia Científica estão desenvolvendo um trabalho de excelência e eu não posso comentar a respeito disso. Qualquer coisa que eu falar pode acabar prejudicando o trabalho deles”, declarou.
Agora, o corpo da criança passará por exames periciais que deverão apontar a causa da morte e ajudar a esclarecer as circunstâncias do caso.











