A ex-primeira-dama e candidata ao Senado pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) reagiu à decisão da Justiça Eleitoral que proibiu o uso da imagem de Jair Bolsonaro em sua propaganda eleitoral. Em um vídeo publicado nas redes sociais na noite desta segunda-feira (21), Michelle segurou uma fotografia do marido junto ao peito e cobriu o rosto dele com a mão, em uma referência direta à determinação judicial.
Durante a gravação, Michelle afirmou que a restrição a impede de mostrar o ex-presidente em seus materiais de campanha e disse considerar doloroso ter de esconder o rosto do marido. “Como esposa, dói ser obrigada a esconder o rosto do meu marido. Mas uma sentença não mudará o que vivemos juntos nem o que ele fez pelo país. Por mais que tentem apagar a nossa história, jamais conseguirão. O Brasil está conosco”, declarou.
A manifestação ocorreu quatro dias após o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) determinar a suspensão de uma propaganda eleitoral de Michelle que apresentava imagens dela ao lado de Bolsonaro. A decisão foi tomada pelo juiz auxiliar Rafael Moreira Mota, após uma ação apresentada pela campanha da candidata Erika Kokay (PT). Segundo a decisão, a combinação das fotografias com uma declaração atribuída ao ex-presidente poderia transmitir a ideia de que Bolsonaro participava ou manifestava apoio político à campanha.
A restrição também está relacionada a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a suspensão, por 90 dias, da divulgação de manifestos de caráter político-eleitoral envolvendo Bolsonaro, inclusive quando realizados por terceiros. A medida alcança o período eleitoral de 2026.
No vídeo, além de questionar a proibição, Michelle afirmou que o marido está “preso, isolado e com a voz silenciada” e declarou que considera Bolsonaro alvo de perseguição. As afirmações fazem parte da manifestação política da candidata e não constituem, por si só, conclusão da Justiça sobre os motivos da decisão.
O episódio ocorre em meio às restrições impostas pela Justiça Eleitoral ao uso político da imagem de Bolsonaro durante as eleições deste ano. Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também determinou a suspensão de material de campanha de outro candidato que utilizava a imagem do ex-presidente.











