O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta segunda-feira (1º) que a operação da Polícia Civil de São Paulo contra o Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização ligada à empresária Karina Ferreira da Gama, “não tem nada a ver com o filme” Dark Horse, produção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi dada após o avanço das investigações que apuram possíveis irregularidades envolvendo contratos públicos e a destinação de recursos relacionados à ONG.
A operação, denominada Wi-Fi Livre, investiga suspeitas de desvios de verbas públicas em contratos firmados com a Prefeitura de São Paulo. Segundo os investigadores, há indícios de que recursos destinados à instalação de redes de internet gratuita em comunidades teriam sido utilizados em outras finalidades. A Polícia Civil apura, inclusive, um possível elo entre o Instituto Conhecer Brasil e a produtora Go Up Entertainment, responsável pelo longa-metragem Dark Horse.
Questionado sobre o caso, Flávio Bolsonaro foi categórico ao afastar qualquer conexão entre a investigação e a produção cinematográfica. “Não tem nada a ver com o filme”, declarou o senador ao ser abordado por jornalistas.
A investigação ganhou ainda mais repercussão após documentos policiais apontarem “consistentes suspeitas” de que recursos públicos poderiam ter sido desviados para custear atividades ligadas à produção de Dark Horse. Em pedidos de acesso a dados financeiros, autoridades mencionaram a possibilidade de confusão patrimonial entre empresas e organizações ligadas aos investigados.
Nos últimos meses, o filme já vinha sendo alvo de questionamentos. Reportagens publicadas por veículos de imprensa revelaram investigações sobre possíveis aportes financeiros relacionados ao empresário Daniel Vorcaro, além de apurações envolvendo emendas parlamentares destinadas a empresas associadas à produção. A Go Up Entertainment, entretanto, negou ter recebido recursos do empresário e afirmou que “não recebeu um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro”.











