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Folha de Notícias

Em TV aberta, Renan Santos alerta para risco de interferência dos EUA nas eleições brasileiras

O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) fez um alerta durante entrevista ao Jornal da Record, na noite desta terça-feira (22): na avaliação dele, existe risco de interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026.

Durante a sabatina em rede nacional, Renan relacionou sua preocupação a recentes movimentos do governo de Donald Trump na América Latina e afirmou que vem denunciando publicamente aquilo que considera uma tentativa de ampliação da influência norte-americana sobre o Brasil.

“Eu vejo risco de interferência de Trump nas eleições brasileiras”, afirmou.

Renan citou como exemplos declarações e ações dos Estados Unidos envolvendo o Canal do Panamá, a ampliação da presença militar norte-americana na Groenlândia e o interesse demonstrado por Washington nas reservas brasileiras de minerais estratégicos e terras raras.

Crime organizado também entrou no debate

Outro ponto abordado foi a atuação internacional contra organizações criminosas.

Renan comentou o chamado Escudo das Américas, iniciativa envolvendo diversos países para ampliar medidas contra grupos ligados ao narcotráfico, incluindo PCC e Comando Vermelho. O candidato afirmou ser favorável à cooperação internacional, mas rejeitou a entrada ou atuação de forças estrangeiras em território brasileiro.

Segundo ele, o enfrentamento direto ao crime organizado dentro do País deve permanecer sob responsabilidade das forças de segurança brasileiras.

O presidenciável também procurou se distanciar tanto de um alinhamento automático com Washington quanto com Pequim, defendendo maior autonomia do Brasil em sua política externa.

Alerta sobre interferência já chegou ao governo e ao TSE

A preocupação com possível influência estrangeira na eleição não está restrita ao discurso de Renan.

Reportagem publicada pela CNN revelou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) encaminhou ao Palácio do Planalto, ao Ministério da Justiça e ao Tribunal Superior Eleitoral um relatório em que avalia haver uma escalada da pressão dos Estados Unidos sobre o Brasil no contexto eleitoral.

Segundo a reportagem, o documento cita medidas econômicas, interesses estratégicos e ações diplomáticas do governo Trump. A existência desse relatório, contudo, não comprova que os Estados Unidos tenham decidido intervir diretamente na votação ou no funcionamento das urnas brasileiras.

A declaração de Renan, portanto, representa uma avaliação política do candidato sobre os movimentos de Washington, e não

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