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Folha de Notícias

Comércio clandestino de ‘canetas emagrecedoras’ é alvo de operação e mais de 20 ampolas são apreendidas em Quirinópolis e Santa Helena

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (7), uma operação para combater a comercialização clandestina de medicamentos para emagrecimento em Quirinópolis e Santa Helena, no sudoeste de Goiás. Durante a ação, mais de 20 ampolas de tirzepatida, além de outros produtos utilizados em procedimentos de emagrecimento e aplicação, foram apreendidos.

Batizada de Operação Contraindicação, a ação foi conduzida pelo Grupo Especial de Investigação Criminal (GEIC) de Quirinópolis e teve como ponto de partida denúncias anônimas e informações divulgadas nas redes sociais. Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em endereços que estavam sob investigação.

Durante as diligências, os policiais encontraram ampolas de tirzepatida de diferentes marcas, além de peptídeos, anabolizantes, uma caneta de retatrutida e diversas seringas destinadas à aplicação dos produtos.

A investigação também envolve medicamentos comercializados sem registro sanitário no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e a proibição de marcas como T36, T.G., Tirzec e Lipoless, que estavam sendo comercializadas de forma irregular.

Segundo a Polícia Civil, parte desses produtos pode ser trazida do Paraguai ou adquirida por meio de canais clandestinos, sem passar pelos controles exigidos pelas autoridades sanitárias brasileiras. Nesses casos, não há comprovação, no país, de eficácia, segurança ou controle de qualidade dos produtos.

A operação busca interromper a venda irregular de substâncias que vêm ganhando popularidade entre pessoas que procuram alternativas para emagrecimento, mas que, quando comercializadas fora dos canais autorizados, podem representar riscos à saúde e dificultar a identificação da procedência e da composição dos produtos.

A Polícia Civil reforça a importância de verificar a procedência de medicamentos e de desconfiar de produtos vendidos por meio de redes sociais ou canais não autorizados, especialmente quando não possuem registro sanitário no Brasil.

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