A investigação sobre a morte do menino Benício Xavier ganhou um novo desdobramento neste domingo (10), após a circulação de um áudio atribuído ao ex-marido da médica Juliana Brasil nas redes sociais. Na gravação, o homem afirma ter procurado pessoas ligadas a um magistrado do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) para tranquilizar a médica durante o andamento das investigações.
Segundo o conteúdo divulgado, o ex-companheiro diz acreditar que o juiz poderia “ajudar lá na frente” e estaria “do nosso lado”, declaração que ampliou a repercussão do caso e levantou questionamentos sobre uma possível tentativa de influência no processo investigativo.
A autenticidade do áudio, no entanto, ainda não foi confirmada de forma independente. Até o momento, o Tribunal de Justiça do Amazonas não se manifestou oficialmente sobre o teor da gravação.
Juliana Brasil foi indiciada pela Polícia Civil do Amazonas pela morte de Benício Xavier. A defesa da médica sustenta que o áudio é antigo e afirma que o conteúdo não possui relação com o caso que atualmente está sob investigação.
Nos bastidores jurídicos, a divulgação da gravação passou a ser vista como um possível novo foco de apuração. Especialistas apontam que eventuais indícios de interferência indevida em investigações criminais podem gerar consequências tanto na esfera penal quanto disciplinar, dependendo do avanço das investigações e da comprovação dos fatos.













