A Polícia Civil de Goiás (PCGO) concluiu a investigação sobre o acidente de trânsito que matou o motociclista Sebastião Jorge Rodrigues Cordeiro, de acordo com as informações divulgadas pela corporação. O caso ocorreu no dia 11 de julho, no Bairro Jardim Goiás, em Rio Verde, e o adolescente envolvido foi apontado como responsável pela colisão após, segundo a investigação, conduzir uma motocicleta sob influência de álcool, sem habilitação e desrespeitar a sinalização de parada obrigatória.
A investigação foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (DEPAI) de Rio Verde. Conforme as apurações, o adolescente trafegava pela Rua 13 quando não respeitou a sinalização de PARE e atingiu a motocicleta conduzida pela vítima.
Imagens de câmeras de segurança analisadas pela Polícia Civil registraram o momento da colisão e, segundo a corporação, confirmaram que o adolescente não obedeceu à sinalização viária, contribuindo diretamente para a ocorrência do acidente.
No dia da colisão, o adolescente foi levado à delegacia por apresentar sinais de embriaguez. Submetido ao teste do etilômetro, ele apresentou resultado de 0,40 mg de álcool por litro de ar alveolar expirado, índice acima do limite previsto na legislação.
Durante o interrogatório, o adolescente admitiu ter consumido bebidas alcoólicas na noite anterior ao acidente, entre aproximadamente 21h e 3h, e relatou ainda ter ingerido uma dose de whisky na manhã do dia da colisão. Ele também afirmou ter pegado a motocicleta da mãe sem autorização e que seguia para ajudar um conhecido quando ocorreu o acidente.
Ainda segundo o depoimento, o adolescente declarou que estava sonolento e levantou a possibilidade de ter adormecido enquanto conduzia a motocicleta.
O laudo de exame cadavérico apontou que Sebastião Jorge Rodrigues Cordeiro morreu em decorrência de choque hemorrágico agudo provocado por politraumatismo causado pela colisão entre as duas motocicletas.
Ao finalizar as diligências, a Polícia Civil concluiu que o conjunto de provas reunido durante a investigação indica que o adolescente conduzia o veículo sem habilitação e sob influência de álcool, além de ter desrespeitado a sinalização de parada obrigatória. Para a corporação, as circunstâncias, em tese, demonstram a assunção do risco de produzir o resultado morte.
Diante dos elementos obtidos no decorrer da investigação, a Polícia Civil atribuiu ao adolescente a prática de atos infracionais análogos aos crimes de homicídio doloso, na modalidade de dolo eventual, e embriaguez ao volante.











