As ações das Casas Bahia registraram forte queda nesta segunda-feira (17), após o mercado reagir ao pedido de recuperação judicial protocolado pela companhia no último domingo (16). Logo na abertura do pregão, os papéis chegaram a despencar cerca de 30%, sendo negociados a R$ 0,43, ampliando o cenário de crise enfrentado pela varejista.
O movimento ocorre após a empresa confirmar oficialmente a solicitação de recuperação judicial por meio de fato relevante. A medida já era considerada uma possibilidade pela própria companhia, que, ao divulgar seu balanço financeiro do segundo trimestre, havia informado que não descartava recorrer ao mecanismo diante do agravamento da situação financeira.
O pedido foi apresentado depois de a Casas Bahia registrar um prejuízo de R$ 10 bilhões no segundo trimestre deste ano, resultado 18 vezes maior do que o verificado no mesmo período do ano anterior. O desempenho reforçou as dificuldades enfrentadas pela empresa, que já vinha acumulando sucessivas perdas no mercado.
Os investidores também acompanham uma forte desvalorização dos papéis da companhia ao longo de 2026. Desde janeiro, as ações acumulam queda próxima de 85% e já não integram mais a carteira do Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira.
A atual recuperação judicial marca mais um capítulo na reestruturação da empresa. Em abril de 2024, a Casas Bahia já havia recorrido à recuperação extrajudicial para renegociar dívidas de aproximadamente R$ 4,1 bilhões. O plano foi homologado pela 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo cerca de dois meses depois.
A empresa também confirmou o fechamento de 298 lojas em todo o país, informação que havia sido divulgada anteriormente pela imprensa e agora foi oficialmente reconhecida pela varejista como parte do processo de reestruturação.











