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Folha de Notícias

Suspeito de chacina em Goiatuba deixa UTI após duas semanas internado em estado grave

Suspeito de matar três pessoas em uma chacina na zona rural de Goiatuba, no sul de Goiás, Leonardo José de Araújo, de 43 anos, deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia. Ele foi transferido para a Enfermaria Ortopédica da unidade, segundo boletim médico divulgado nesta terça-feira (11).

De acordo com o hospital, Leonardo apresenta estado geral regular e respira espontaneamente. A transferência ocorre cerca de duas semanas após o crime, registrado em 28 de julho, em um rancho utilizado para eventos às margens da GO-320.

Até então, o suspeito permanecia internado na UTI em estado grave. No último boletim médico divulgado antes da transferência, ele respirava com auxílio de aparelhos.

A Polícia Civil continua investigando o caso. Entre os principais pontos que ainda precisam ser esclarecidos está a motivação dos assassinatos e se o crime foi planejado ou cometido durante uma suposta crise de ciúmes.

Relembre o caso

A chacina aconteceu em um rancho localizado na zona rural de Goiatuba. As vítimas foram Jainy Chaves, de 29 anos, Nathan Campos, de 35, e Beatriz Soares, de 27.

Segundo as investigações, Leonardo e Jainy mantiveram um relacionamento por aproximadamente dois anos. O suspeito teria ido até o rancho onde a mulher estava acompanhada dos dois amigos e iniciado os ataques.

Nathan foi atingido por disparos enquanto estava sentado. Beatriz teria sido perseguida pelo suspeito dentro da residência e baleada no peito. Ela morreu ainda no local.

Jainy também foi atingida pelos disparos, mas conseguiu enviar uma mensagem para a irmã durante o ataque. Conforme a Polícia Civil, Leonardo colocou a mulher dentro de um carro e deixou o rancho. Durante o trajeto, ele teria efetuado novos disparos contra Jainy, que morreu dentro do veículo.

Após os assassinatos, Leonardo Araújo atirou contra o próprio peito. Ele foi encontrado com vida, recebeu os primeiros atendimentos em Goiatuba e posteriormente foi transferido para o Hugol, em Goiânia, onde permaneceu internado em estado grave por cerca de duas semanas.

A investigação continua para esclarecer a dinâmica do crime, a motivação e as circunstâncias que levaram aos três homicídios.

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