A senadora Soraya Thronicke (PSB) teve a candidatura à reeleição ao Senado oficialmente homologada neste domingo (26), durante convenção partidária realizada em Campo Grande (MS). O evento marcou também a formalização da aliança entre PSB e PT em Mato Grosso do Sul, com Fábio Trad (PT) como candidato ao governo do estado e apoio declarado à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A chapa de Soraya terá como suplentes o empresário Bruno Migueis e a professora Sandra Cassone. Na disputa pelo governo, Fábio Trad terá Dona Gilda Maria como candidata a vice. Já o deputado federal Vander Loubet (PT) concorrerá à segunda vaga de Mato Grosso do Sul no Senado, formando a chapa majoritária ao lado de Soraya.
A composição evidencia a mudança no cenário político do estado e também a guinada na trajetória da própria senadora. Eleita deputada federal em 2018 pelo então PSL, partido pelo qual Jair Bolsonaro chegou à Presidência da República naquele ano, Soraya ganhou projeção nacional dentro da onda bolsonarista. No mesmo período, assumiu uma cadeira no Senado e, quatro anos depois, disputou a Presidência da República pelo União Brasil, terminando a eleição de 2022 em quinto lugar.
Após deixar o União Brasil e passar pelo Podemos, Soraya se filiou ao PSB em abril deste ano. A mudança consolidou uma reorientação política que a levou de um campo identificado com a direita bolsonarista para uma aliança com o PT e uma posição de apoio ao projeto político liderado por Lula.
Durante a convenção, a senadora defendeu o trabalho realizado ao longo do mandato e destacou como principais bandeiras o desenvolvimento econômico, a formulação de políticas voltadas às mulheres e o combate à desinformação. Ao justificar a candidatura à reeleição, Soraya também ressaltou o volume de recursos destinados ao estado.
“Acima de tudo, as entregas. Eu fui a senadora que mais trouxe recursos para Mato Grosso do Sul. Muitos ainda estão em execução, mas já somam mais de R$ 5 bilhões entre emendas parlamentares e recursos conquistados junto aos ministérios”, afirmou.
A nova configuração da disputa ao Senado ocorre em meio a um cenário político marcado por mudanças nas alianças e reposicionamentos de lideranças sul-mato-grossenses. Uma das cadeiras do estado é ocupada atualmente por Tereza Cristina (PP), que descartou a possibilidade de ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) e deve permanecer na disputa pelo Senado.
Outro nome que integra esse histórico de mudanças é o da ex-ministra Simone Tebet, também de Mato Grosso do Sul. Nas eleições anteriores, ela chegou a dividir espaço político com Soraya em debates e posicionamentos que faziam críticas tanto ao presidente Lula quanto ao então candidato Jair Bolsonaro. O novo arranjo eleitoral, agora com Soraya oficialmente aliada ao PT e apoiando a reeleição de Lula, expõe a transformação do tabuleiro político do estado nos últimos anos.











