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Morador pede socorro por duas horas em bairro de Catalão e morre antes de ambulância chegar

Um morador de Catalão, no Sudeste goiano, faleceu na noite de segunda-feira (21) depois de circular por cerca de duas horas por um bairro da cidade em busca de ajuda, sem que uma equipe de emergência chegasse a tempo. A vítima foi identificada como Rafael Vinícius Silva de Souza, de 36 anos, morador do Jardim Paraíso, onde o episódio ocorreu.

De acordo com relatos de vizinhos, Rafael bateu à porta de diversas casas da região antes de ser encontrado já sem vida, sem ter recebido qualquer atendimento médico. Câmeras de segurança instaladas nas proximidades flagraram parte do trajeto, mostrando o homem andando pelas ruas e tocando as campainhas e portões de várias residências. Testemunhas descreveram que ele parecia confuso e desorientado durante as tentativas de pedir socorro.

Moradores do bairro afirmam ter entrado em contato com o Samu, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar assim que perceberam a situação. Um dos vizinhos relatou que ele e a esposa chegaram a ligar mais de uma vez solicitando o envio de uma equipe. Outras pessoas da vizinhança também dizem ter tentado acionar o socorro pelos mesmos canais.

Ao saber da morte, o psicólogo Rafael Metsavaht, amigo da vítima, gravou um vídeo em tom de despedida e o publicou em suas redes sociais. Na mensagem, ele fez referência às dificuldades pessoais enfrentadas por Rafael ao longo da vida, descrevendo-o como alguém que resistiu a batalhas pouco visíveis aos outros e que, mesmo exausto, insistia em seguir adiante. O amigo também aproveitou o espaço para chamar atenção à importância de estar atento ao sofrimento de quem está próximo, encerrando a publicação com votos de que Rafael descanse em paz.

Procurado, o Corpo de Bombeiros informou que suas equipes já estavam mobilizadas em outras ocorrências desde as 19h daquele dia, e que uma ambulância foi despachada para o Jardim Paraíso somente após a conclusão dos atendimentos que estavam em curso. Já o Samu esclareceu que, no momento dos chamados, as duas únicas ambulâncias disponíveis na cidade já se encontravam a caminho de outros atendimentos, o que teria contribuído para o atraso.

A Polícia Civil abriu inicialmente o registro como morte natural, já que o corpo não apresentava sinais de violência. A identificação da vítima levou mais tempo porque ele não portava documentos no momento em que foi encontrado.

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