A morte de dois tracajás em circunstâncias suspeitas mobilizou autoridades ambientais e causou indignação entre moradores de Jataí. Os animais foram encontrados na noite de terça-feira (8), às margens do Lago Diacuí, com marcas de agressão que levantam a hipótese de crime ambiental.
Segundo informações do Grupo de Patrulhamento Ambiental (GPA) da Guarda Civil Municipal (GCM), a equipe foi acionada para dar apoio ao Corpo de Bombeiros após populares avistarem os animais próximos à margem do lago. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram um tracajá adulto e outro de menor porte já sem vida.
As condições em que os animais foram localizados reforçam a suspeita de ação humana. O tracajá de maior porte estava com um fio de TV amarrado ao redor do corpo e apresentava extensas escoriações na região da barriga, indicando que pode ter sido arrastado do interior do lago até a rua. Já o animal menor foi encontrado dentro de um saco de linho.
De acordo com os agentes ambientais, ambos os animais apresentavam sangramentos e hematomas na região da cabeça, lesões compatíveis com possíveis golpes provocados por objeto contundente. Apesar das buscas realizadas nas proximidades, nenhum suspeito foi encontrado.
Diante da gravidade do caso, o GPA comunicou a ocorrência à Central de Monitoramento do município, que deverá analisar imagens das câmeras de segurança instaladas na região para tentar identificar os responsáveis.
Os corpos dos tracajás foram recolhidos e encaminhados à Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Os animais passarão por perícia técnica, que deverá apontar as causas das mortes e auxiliar nas investigações.
Espécie protegida pela legislação ambiental brasileira, o tracajá (Podocnemis unifilis) é um quelônio de água doce nativo da Amazônia, conhecido pelas manchas amareladas na cabeça e pela ampla presença em rios, lagos e áreas alagadas. Caso seja comprovada a prática de maus-tratos ou o abate ilegal dos animais, os envolvidos poderão responder por crime ambiental, sujeito às penalidades previstas em lei.
A Polícia e os órgãos ambientais seguem apurando o caso.











