A Polícia Civil de Goiás (PCGO) prendeu temporariamente, na tarde desta quarta-feira (9), um empresário investigado por homicídio doloso na morte do motociclista Gustavo Pacheco Guimarães, vítima de uma grave colisão registrada no dia 29 de junho deste ano, em Rio Verde, no sudoeste goiano. A prisão foi realizada após o avanço das investigações apontar que o próprio proprietário de uma caminhonete Toyota SW4 conduzia o veículo no momento do acidente, contrariando a versão inicialmente apresentada às autoridades.
De acordo com o Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Rio Verde, a colisão aconteceu no cruzamento da Rua Otoniel da Cunha com a Rua Vitória e resultou na morte de Gustavo. Logo após o acidente, testemunhas e o próprio investigado afirmaram que uma mulher estaria ao volante da caminhonete quando ocorreu o impacto.
No entanto, a apuração conduzida pela Polícia Civil revelou uma realidade diferente. A partir da coleta e análise de imagens de câmeras de segurança, oitivas de testemunhas e outras diligências investigativas, os policiais conseguiram reconstruir a dinâmica do acidente e identificar quem realmente dirigia o veículo.
Segundo a corporação, a análise técnica dos registros de videomonitoramento demonstrou que o condutor da Toyota SW4 era o próprio proprietário da caminhonete. A descoberta desmontou as versões apresentadas durante a investigação e forneceu elementos considerados suficientes para que a Polícia Civil solicitasse medidas cautelares à Justiça.
Com base nas provas reunidas, o Poder Judiciário deferiu o pedido de prisão temporária. O investigado foi localizado por equipes do GIH por volta das 17h desta quarta-feira, nas proximidades de um estabelecimento comercial do ramo de bebidas do qual é proprietário, em Rio Verde.
Após a abordagem, ele foi conduzido à unidade policial para o cumprimento da decisão judicial e permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer completamente as circunstâncias do caso e apurar a eventual participação de outras pessoas nos fatos. A corporação destacou ainda que segue atuando de forma técnica, imparcial e rigorosa na apuração de crimes contra a vida, com o objetivo de garantir a responsabilização de todos os envolvidos.











