Um bebê de apenas 1 ano e 11 meses sofreu lesão cerebral, traumatismo craniano e perda de audição após ser derrubado por uma funcionária de uma creche na Califórnia, Estados Unidos. O caso, registrado por câmeras de segurança, veio à tona após os pais da criança ingressarem com uma ação judicial contra o estabelecimento, acusando a empresa de negligência e tentativa de ocultação dos fatos.
As imagens mostram a funcionária segurando o menino e o balançando em tom de brincadeira. Em seguida, ela lança a criança para o alto, mas não consegue segurá-la durante a descida. Os dois caem no chão, e o bebê sofre o impacto mais grave.
O episódio ocorreu em março de 2025 em uma unidade de recreação infantil vinculada ao clube The Bay Club Clubhouse, localizada na cidade de El Segundo, na Califórnia. O caso passou a ganhar repercussão após o jornal California Post divulgar detalhes do processo judicial protocolado pelos pais da vítima, Matthew e Elena Kittle, no último dia 2 de julho.
No processo, a criança é identificada apenas pelas iniciais “CK”.
De acordo com a denúncia, o pai deixou o filho na creche durante a manhã. Pouco depois do acidente, por volta das 9h30, o estabelecimento entrou em contato informando apenas que o menino havia sofrido uma queda, mas que já estava calmo. Cerca de 15 minutos depois, uma nova ligação foi feita solicitando que a criança fosse buscada porque os funcionários não conseguiam acalmá-la.
Ao chegar ao local, por volta das 10h10, Matthew encontrou o filho com o rosto severamente machucado. Segundo a ação judicial, o olho direito estava completamente inchado e a boca apresentava sinais evidentes de trauma. Após retornar para casa, os pais perceberam que o menino estava extremamente sonolento, letárgico e irritado.
Ainda conforme a denúncia, horas depois uma funcionária do clube teria informado à mãe que a criança havia caído de uma altura aproximada de 45 centímetros. A versão, no entanto, é contestada pelos pais, que afirmam que as imagens de segurança mostram uma queda significativamente mais grave do que a relatada pelo estabelecimento.
Após atendimento médico, o menino foi diagnosticado com concussão, traumatismo craniano contuso e abrasões faciais. A família também afirma que a criança sofreu perda de audição em decorrência do acidente.
Representados pelo escritório de advocacia Rosen Saba, os pais acusam a empresa de negligência, ocultação intencional de informações, imposição intencional de sofrimento emocional e agressão. O caso segue em tramitação na Justiça norte-americana.











