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Enquanto a seca castiga o campo, produtor rural mostra prejuízo na lavoura e destaca medida que pode evitar colapso do agro

A severa estiagem que atinge importantes regiões produtoras do país voltou a evidenciar a fragilidade do agronegócio diante das mudanças climáticas. Em vídeo gravado diretamente em uma lavoura de milho safrinha, em Rio Verde, no Sudoeste Goiano, o produtor rural, ex-presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Lissauer Vieira (PL), mostrou os impactos da falta de chuvas na produção e fez um alerta sobre a situação enfrentada pelos agricultores brasileiros.

Ao abrir uma espiga de milho diante das câmeras, ele demonstrou a perda de produtividade causada pelas condições climáticas adversas. “A espiga está bem mais fraca, não granou bem”, lamentou. Segundo ele, o setor do agronegócio  vem sofrendo sucessivos prejuízos provocados pela instabilidade do clima nos últimos quatro anos, cenário que também tem afetado fortemente produtores da região Sul do Brasil.

Além da quebra na produção, os agricultores enfrentam um contexto de elevados custos para manter as lavouras e dificuldades na comercialização dos grãos, fatores que pressionam ainda mais a sustentabilidade financeira das propriedades rurais.

Em meio ao cenário de preocupação, Lissauer destacou a aprovação, pelo Senado Federal, do Projeto de Lei nº 5.122/2023, considerado por ele uma importante resposta para os produtores endividados. A proposta prevê mecanismos para renegociação e parcelamento das dívidas do setor agropecuário, oferecendo taxas de juros mais acessíveis e melhores condições para que os agricultores reorganizem suas finanças.

Ao concluir a manifestação, ele reforçou a necessidade de união em defesa do agronegócio e destacou a relevância do produtor rural para o abastecimento de alimentos.

“Precisamos cada vez mais da união de forças e de entender essas dificuldades que vivemos no dia a dia de quem trabalha, produz e alimenta o nosso Brasil e o nosso mundo”, afirmou.

A aprovação do projeto é vista pelo setor como um importante alívio para milhares de produtores rurais, oferecendo condições para a reestruturação financeira das propriedades e possibilitando novos investimentos nas próximas safras, em um momento marcado pelos desafios impostos pela imprevisibilidade climática.

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