Um incêndio no lixão de Santa Helena de Goiás segue ativo há vários dias e tem causado preocupação entre moradores devido à grande quantidade de fumaça que atinge diferentes regiões da cidade e também a rodovia GO-210.
Segundo relatos da população, a fumaça intensa tem prejudicado a visibilidade na rodovia e provocado transtornos no trânsito, além de levantar preocupações relacionadas à saúde, especialmente em períodos de maior concentração da fumaça tóxica na cidade.
Moradores afirmam que o problema já se arrasta há semanas sem controle efetivo, ampliando as reclamações sobre possíveis impactos ambientais e riscos à população.
Crise climática e período de seca agrava a situação
A situação ocorre em um período de inverno marcado por tempo seco e baixa umidade do ar, condições que aumentam significativamente o risco de incêndios em áreas de vegetação e propriedades rurais.
Na região, produtores rurais também relatam preocupação com a possibilidade de o fogo atingir áreas de lavouras, especialmente plantações de milho e outras culturas, o que poderia gerar prejuízos à produção agrícola local.
Atuação do Ministério Público do Estado de Goiás
Em anos anteriores, o Ministério Público do Estado de Goiás já havia adotado medidas relacionadas a episódios de incêndio no local. Diante da recorrência da situação, há expectativa de que o órgão volte a acompanhar o caso e possa solicitar informações ao Prefeito Íris Parreira, sobre as ações efetivas de controle e combate ao incêndio no lixão do município.
A eventual atuação do Ministério Público tem como objetivo apurar as condições da área e verificar quais medidas estão sendo adotadas pelo poder público para conter as chamas e minimizar os impactos ambientais e à saúde da população.
Aterro sanitário disponível na cidade

O município possui um aterro sanitário construído em gestões anteriores, porém o espaço não estaria sendo utilizado pela atual administração, que mantém a destinação dos resíduos na área do lixão. Essas informações, no entanto, não foram confirmadas oficialmente pela Prefeitura.
A utilização de lixões a céu aberto é alvo de questionamentos ambientais e pode estar em desacordo com normas de destinação adequada de resíduos sólidos, conforme a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que prevê a eliminação gradual desse tipo de estrutura no país.
Especialistas alertam que períodos prolongados de estiagem, somados ao acúmulo de resíduos e materiais inflamáveis, potencializam a propagação de queimadas e dificultam o controle do fogo. O cenário reforça a necessidade de ações preventivas e monitoramento constante por parte do poder público, principalmente em áreas próximas a zonas urbanas e propriedades rurais.
O espaço segue aberto para manifestação da prefeitura.











