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Folha de Notícias

Criança de 7 anos morre com tiro na cabeça disparado por criminosos que se diziam do Bope

A Polícia Civil investiga a morte de Eduarda Cruz dos Santos, de 7 anos, atingida por um disparo na cabeça durante uma invasão à residência da família na madrugada da última segunda-feira (22), em Nova Iguaçu, na região da Baixada Fluminense. O caso, tratado como homicídio, está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que apura as circunstâncias do crime.

Segundo relato da mãe da criança, um grupo armado teria invadido o imóvel se identificando como integrantes do BOPE, unidade de elite da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Em depoimento à imprensa, ela afirmou: “Arrombaram a nossa casa, entraram falando que era do Bope, falando que era polícia”.

Ainda de acordo com o relato, os invasores procuravam pessoas dentro da residência. A mãe contou que orientou a filha a se esconder no momento da ação. “Ficaram procurando umas pessoas na casa. Eu pedi pra minha filha se esconder dentro do closet, ela se escondeu debaixo das roupinhas. Ela deve ter saído para poder olhar e ele atirou nela”, disse, emocionada.

Eduarda foi socorrida e levada ao Hospital Geral de Nova Iguaçu, onde chegou em estado gravíssimo, mas não resistiu aos ferimentos. A secretaria da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que não houve confirmação sobre operação policial em andamento na região no momento do crime. A corporação acrescentou apenas que policiais estiveram na unidade hospitalar após a entrada da criança.

A Polícia Civil já realizou perícia no local e ouviu testemunhas. As investigações buscam esclarecer a identidade dos autores e a motivação da ação. Segundo informações iniciais, o alvo da invasão seria o pai da criança, que não estava no imóvel no momento do ataque. Ele prestou depoimento na tarde de segunda-feira (22).

Dados do Instituto Fogo Cruzado apontam a gravidade da violência armada na região: desde janeiro, mais de 20 crianças foram vítimas de disparos na Região Metropolitana, sendo que ao menos oito delas morreram.

O caso segue em investigação pela DHBF, enquanto a polícia tenta esclarecer se os criminosos realmente se passavam por agentes do BOPE e qual a real dinâmica da invasão.

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