A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), uma operação para cumprir cinco mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento no assassinato de um adolescente de apenas 13 anos, executado após uma festa junina no bairro Jardim Botânico, em Goiânia.
A ação foi coordenada pela Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) e faz parte das investigações que apuram um crime considerado de extrema violência e que, segundo a polícia, está diretamente relacionado à disputa entre organizações criminosas rivais que atuam na capital.
O homicídio ocorreu na madrugada do dia 15 de junho de 2025. Conforme as investigações, o adolescente deixava a festa junina quando foi surpreendido por integrantes de um grupo criminoso que já o aguardava nas proximidades do evento. A vítima foi atacada ao se aproximar da motocicleta que havia deixado estacionada no local.
De acordo com a Polícia Civil, toda a ação foi planejada previamente. Os investigados teriam montado uma emboscada para executar o adolescente em meio a dezenas de pessoas que ainda permaneciam na festa.
As apurações apontam que a ação criminosa foi coordenada por Igor de Oliveira Batista, conhecido pelo apelido de “Tijolinho”. Durante o ataque, Rodrigo Neres de Lima, chamado de “Tio Tripa”, teria contido a vítima enquanto Daniel Novais Pereira efetuava os disparos de arma de fogo. Mesmo após ser baleado, o adolescente ainda teria sido agredido com chutes por Rildo da Silva Filho. A fuga do grupo, segundo a investigação, foi garantida por Jefferson de Oliveira, que aguardava os comparsas em um veículo nas proximidades.
A Polícia Civil identificou a participação de cinco suspeitos no planejamento, execução e apoio logístico ao crime. Os elementos reunidos durante a investigação indicam que o grupo atuou de forma coordenada, com funções previamente definidas para cada integrante.
Além do homicídio, os investigados também são suspeitos de envolvimento em roubos e outras práticas criminosas ligadas à manutenção do domínio territorial de uma organização criminosa na região. Segundo a corporação, as atividades ilícitas teriam como objetivo fortalecer a atuação da facção e ampliar sua influência em áreas estratégicas da capital.
A divulgação da identidade e das imagens dos investigados foi autorizada com base na Lei nº 13.869/2019 e na Portaria nº 547/2021 da Polícia Civil de Goiás. A medida, conforme a autoridade policial responsável pelo caso, busca possibilitar o surgimento de novas informações que possam auxiliar no esclarecimento de outros crimes eventualmente praticados pelos suspeitos.
As investigações continuam e a Polícia Civil não descarta novas prisões no decorrer dos trabalhos.











