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Mais um brasileiro morre em combate na Ucrânia após ataque de drone russo

A guerra entre Rússia e Ucrânia fez mais uma vítima brasileira. Fernando Pereira Lisboa, de 40 anos, morador de Sinop (MT) morreu durante um ataque de drone russo na região de Zaporizhzhya, no sudeste da Ucrânia. O brasileiro atuava ao lado do exército ucraniano desde março deste ano, mesmo sem possuir formação militar.

O ataque ocorreu na sexta-feira (12), mas a confirmação da morte só chegou à família no sábado (13). Em entrevista ao repórter Kelvin Ramirez, do site Só Notícias, a irmã de Fernando relatou que ele participava de uma missão ao lado de outros dois soldados quando o grupo foi atingido por drones russos.

A notícia causou forte comoção entre familiares e amigos. Nas redes sociais, a irmã prestou uma homenagem ao brasileiro. “Acabei de saber que meu irmão por parte de pai foi lutar na guerra da Ucrânia e foi abatido, morreu lutando por uma causa em que ele acreditava. Jamais imaginei o sangue do meu sangue lutando numa guerra. Você cumpriu sua missão, vai com Deus”, escreveu.

Morador do bairro Maria Carolina, Fernando era solteiro e cultivava há anos um profundo interesse por assuntos militares. Segundo a família, o desejo de participar diretamente do conflito já existia desde novembro do ano passado, embora a viagem só tenha sido concretizada em março.

“Ele sempre foi apaixonado por guerra e queria lutar por uma nação que precisasse dele”, afirmou a irmã ao Só Notícias.

De acordo com informações repassadas pela família, a viagem para a Ucrânia foi custeada pelo governo ucraniano. O país também ficará responsável pela cremação do corpo. Em razão das dificuldades logísticas e dos altos custos de translado em meio ao conflito, Fernando será sepultado em território ucraniano.

Os familiares também fizeram um alerta à população sobre possíveis golpes utilizando o nome da vítima. Segundo eles, não existe qualquer campanha de arrecadação ou “vakinha online” relacionada ao caso.

Guerra que já dura mais de quatro anos

A guerra na Ucrânia começou em 24 de fevereiro de 2022, quando a Rússia iniciou uma invasão em larga escala do território ucraniano. O conflito tem raízes em tensões geopolíticas que se intensificaram após a anexação da Crimeia pela Rússia, em 2014, e os confrontos no leste ucraniano entre forças do governo e grupos separatistas apoiados por Moscou.

Desde então, milhares de pessoas perderam a vida, cidades inteiras foram destruídas e milhões de civis foram forçados a deixar suas casas, provocando uma das maiores crises humanitárias da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Ao longo dos anos, a Ucrânia recebeu apoio militar, financeiro e humanitário de países ocidentais, enquanto a Rússia ampliou operações militares e ataques com mísseis e drones. Além das consequências humanas, o conflito gerou impactos significativos na economia global, afetando mercados de energia, alimentos e a segurança internacional.

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