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Mc Ryan gagueja, sua e chora ao negar envolvimento em lavagem de dinheiro para o crime organizado

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O funkeiro MC Ryan SP, de 25 anos, falou pela primeira vez após deixar a prisão preventiva na última semana e negou qualquer envolvimento com esquemas de lavagem de dinheiro investigados pela Polícia Federal. 

Em entrevista exibida no programa Domingo Espetacular, o artista afirmou que nunca participou de organizações criminosas e disse estar sendo alvo da investigação por ser uma figura pública ligada ao funk e à mídia.

Durante a conversa, MC Ryan SP declarou que não possui ligação com facções criminosas, como PCC ou Comando Vermelho, e reforçou que sua atuação sempre esteve ligada à música e à publicidade. Segundo ele, todas as transações financeiras realizadas em sua carreira são legais e serão esclarecidas ao longo do processo judicial.

“Eu desço no meu prédio, as pessoas olham para mim com medo, Cabrini. Eu não tenho nenhuma ligação. Eu quero deixar claro para todos os meus fãs que eu não sou bandido, não sou criminoso, não sou faccionado. Eu quero cantar, não lavo dinheiro para ninguém”, afirmou o cantor ao jornalista Roberto Cabrini. 

Em outro trecho da entrevista, o funkeiro voltou a negar participação em qualquer esquema criminoso e declarou que apenas fazia divulgação de plataformas de apostas, prática comum entre influenciadores digitais no Brasil.

O artista também relatou o impacto emocional do período em que esteve preso. Ryan disse ter sofrido ao ficar longe da família, principalmente da filha, e afirmou que a experiência serviu como aprendizado pessoal. Segundo ele, o momento o fez refletir sobre erros cometidos dentro da vida familiar e sobre a importância da liberdade.

“[Na prisão] eu chorava, olhava as fotos da minha filha e falava: ‘Deus, por que eu estou aqui?’”, declarou.

A prisão de MC Ryan SP ocorreu no âmbito da investigação da Polícia Federal que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo empresas do ramo do entretenimento, plataformas de apostas esportivas e movimentações financeiras consideradas suspeitas pelas autoridades.

Na última quarta-feira (13), a Justiça Federal determinou a revogação da prisão preventiva do cantor. A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que estendeu ao funkeiro o habeas corpus concedido anteriormente ao empresário Henrique Alexandre Barros Viana, conhecido como “Rato”, ligado à empresa Love Funk.

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