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Dois passageiros repatriados de cruzeiro testam positivo para hantavírus

Dois passageiros retirados do cruzeiro Hondius testaram positivo para hantavírus, aumentando a preocupação das autoridades sanitárias internacionais após a morte de três ocupantes da embarcação. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (11), enquanto a Espanha conclui a operação de retirada de passageiros e reabastecimento do navio na ilha de Tenerife.

Segundo autoridades de saúde, um passageiro americano apresentou resultado “levemente positivo” em exame PCR, conforme informou o Departamento de Saúde dos Estados Unidos. Já entre os passageiros franceses repatriados e colocados em isolamento em Paris, uma mulher teve piora no estado de saúde e também testou positivo para o vírus, de acordo com a ministra da Saúde da França, Stéphanie Rist.

O hantavírus é uma doença rara, normalmente transmitida por roedores, e não possui vacina. A infecção pode provocar complicações respiratórias graves e levou à morte de três passageiros que estavam a bordo do Hondius: um casal holandês e uma mulher alemã.

Após a confirmação dos novos casos, o Ministério da Saúde da Espanha informou que adotou todas as medidas necessárias para interromper possíveis cadeias de transmissão do vírus.

No domingo, 94 dos cerca de 150 passageiros e tripulantes foram retirados da embarcação no porto de Granadilla, em Tenerife. A operação de repatriação envolveu voos organizados por nacionalidade, com rigorosos protocolos sanitários para reduzir o contato dos passageiros com outras pessoas.

Entre os destinos dos voos estavam Madri, França, Países Baixos, Canadá, Irlanda, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos. Um passageiro argentino e um tripulante guatemalteco também foram transportados para os Países Baixos.

Nesta segunda-feira, as autoridades espanholas deram continuidade ao reabastecimento do navio e ao desembarque dos últimos ocupantes. A previsão é que o Hondius deixe o porto ainda nesta noite com destino aos Países Baixos, levando cerca de 30 tripulantes.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, que está em Tenerife acompanhando a situação, afirmou que o risco atual para a saúde pública permanece baixo, apesar da gravidade dos casos registrados no navio.

As autoridades sanitárias informaram que a maioria dos passageiros segue assintomática, embora tenha sido classificada como contato de alto risco e precise cumprir quarentena ao chegar aos países de destino.

O Hondius havia partido de Ushuaia no dia 1º de abril e permanece ancorado sem atracar oficialmente, após resistência das autoridades regionais das Ilhas Canárias por questões de segurança sanitária.

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