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Goiás entra em alerta para gripe aviária com chegada do inverno; Agrodefesa cobra reforço imediato nas granjas

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Com a aproximação do inverno e a queda das temperaturas em diversas regiões do país, a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) intensificou o alerta aos produtores rurais sobre o risco de avanço da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), conhecida como gripe aviária. O órgão orienta que avicultores reforcem imediatamente as medidas de biosseguridade nas granjas para evitar a circulação do vírus H5N1, considerado altamente contagioso e capaz de provocar prejuízos severos à cadeia produtiva.

Segundo a Agrodefesa, os meses de maio a julho representam um período crítico para a vigilância sanitária em Goiás, devido às condições ambientais favoráveis à sobrevivência do vírus e ao aumento da circulação de aves migratórias. O presidente da agência, José Ricardo Caixeta Ramos, afirma que o momento exige atenção máxima dos produtores e também da população.

“O outono e o inverno aumentam o risco de gripe aviária devido às baixas temperaturas, que favorecem a sobrevivência do vírus, e à migração de aves silvestres. Em Goiás, os meses de maio a julho demandam maior vigilância. Contamos com a ajuda do produtor e da sociedade em geral para proteger a avicultura goiana”, destacou.

Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apontam que o Brasil vem registrando um padrão sazonal da doença, com maior concentração de casos justamente durante o outono e o inverno. Após o primeiro pico de focos em junho de 2023, novos reaparecimentos foram observados entre fevereiro e junho de 2024 e novamente entre maio e julho de 2025, acendendo o sinal de alerta para as autoridades sanitárias.

A gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, Denise Toledo, explicou que a transmissão da doença pode ocorrer de diferentes maneiras, o que amplia o risco de disseminação entre os plantéis. Segundo ela, o vírus pode ser transmitido pelo ar, água, ração, equipamentos contaminados e, principalmente, pelo contato direto com aves infectadas.

“As aves silvestres e migratórias também representam risco, pois na busca por sítios de descanso e alimentação podem entrar em contato com aves domésticas”, ressaltou.

Diante do cenário, a Agrodefesa reforçou uma série de medidas preventivas que devem ser adotadas imediatamente nas propriedades rurais. Entre as principais orientações estão a instalação de telas de proteção em toda a estrutura das granjas para impedir a entrada de aves silvestres e outros vetores, além da realização da alimentação dos animais em ambientes fechados, evitando a atração de pássaros migratórios.

O órgão também recomenda atenção rigorosa à qualidade da água utilizada nos criatórios. A orientação é que os produtores utilizem fontes seguras, preferencialmente água encanada e tratada com cloro, reduzindo significativamente os riscos de contaminação.

A influenza aviária é considerada uma doença de notificação obrigatória à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), justamente pelo elevado potencial de disseminação e pelos impactos econômicos que pode causar. A confirmação de focos da doença pode levar à eliminação completa dos plantéis afetados, além da imposição de barreiras sanitárias que comprometem a comercialização de produtos avícolas nos mercados nacional e internacional.

Em casos suspeitos, a Agrodefesa orienta que a comunicação seja feita imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial (SVO). As notificações podem ser registradas pela plataforma e-Sisbravet, do Governo Federal, ou diretamente à Agrodefesa por meio do WhatsApp (62) 9 8164-1188.

O Ministério da Agricultura também mantém um painel público para acompanhamento dos casos de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves (SRN), incluindo ocorrências de influenza aviária e da doença de Newcastle, tanto em investigação quanto já concluídas.

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