Em um avanço considerado histórico para a saúde pública de Rio Verde, o Hospital Materno Infantil Augusta Bastos (HMI) realizou, na última semana, a primeira cirurgia pediátrica por videolaparoscopia no município. O procedimento, minimamente invasivo, foi realizado em uma criança de apenas três anos, diagnosticada com um quadro grave de pneumonia que evoluiu para derrame pleural, e já apresenta rápida recuperação.
A intervenção foi possível graças à recente aquisição de um moderno equipamento de videolaparoscopia pela rede municipal de saúde, fortalecendo o processo de modernização hospitalar e ampliando a capacidade de atendimento especializado para crianças em estado crítico.
Segundo o diretor técnico do HMI, Ricardo Abou, o momento representa um divisor de águas para a medicina pediátrica na cidade. “Na última semana, nós tivemos aqui no Hospital Materno Infantil Augusta Bastos, em Rio Verde, um marco histórico. Nós realizamos a primeira cirurgia por videolaparoscopia em crianças dentro do município de Rio Verde”, destacou.
Ele reforçou ainda a relevância do investimento público em tecnologia. “O município adquiriu o equipamento nos últimos dias e nós tivemos o prazer de realizar essa cirurgia, que será um marco para a cidade, para que a gente possa cada vez mais atender crianças que necessitam de procedimentos minimamente invasivos no município de Rio Verde e na nossa região.”
O cirurgião pediátrico Antônio Rozeni Barbosa Júnior explicou que a técnica utiliza pinças miniaturizadas associadas a um sistema de câmera de alta precisão, permitindo a realização do procedimento com incisões significativamente menores. “O procedimento por vídeo utiliza pinças miniaturizadas com a ajuda de uma câmera, o que nos permite realizar cirurgias minimamente invasivas, com menor corte, levando ao mínimo de dano possível aos tecidos e, consequentemente, a uma recuperação melhor do paciente”, afirmou.
A médica cirurgiã pediátrica Mallú Emrich Leão ressaltou os impactos diretos da nova tecnologia no tratamento de casos graves. Segundo ela, o equipamento é essencial especialmente para crianças acometidas por pneumonias complicadas e doenças abdominais severas.
“A gente quer tirar essa criança dessa urgência de forma minimamente invasiva, fazendo com que ela tenha uma recuperação muito mais rápida, muito menos agressiva, com menos dor, com menos dias de internação e, principalmente, com menos dias de internação na UTI”, explicou.
O resultado já pôde ser observado no primeiro caso atendido. A criança submetida ao procedimento deixou a UTI e já se encontra na enfermaria, em fase final do tratamento com antibióticos, com previsão de alta nos próximos dias.
A nova tecnologia representa um ganho expressivo para o hospital, com benefícios que vão desde a redução da dor pós-operatória até a diminuição do tempo de internação, especialmente em leitos de terapia intensiva, além de ampliar a segurança e a precisão nos procedimentos cirúrgicos pediátricos.











