O vice-presidente da Agência Goiana de Habitação, Wendel Garcia, está entre os investigados na Operação Confrades, deflagrada na manhã desta quarta-feira (18) pelo Ministério Público de Goiás. A ação apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos em contratos firmados com construtoras por meio de verbas do Fundo Protege Goiás.
De acordo com as investigações, dois integrantes da alta gestão da Agehab, diretamente responsáveis pela contratação de empresas, são alvos da apuração. A reportagem confirmou que Wendel Garcia é um dos investigados. Ele ocupa o cargo desde 2023 e possui formação em Ciências Contábeis pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e em Direito pela Universidade Evangélica de Goiás (UniEvangélica).
Na operação desta quarta-feira, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Goiânia e Anápolis. Empresários e uma construtora supostamente beneficiados pelo esquema também foram alvos das diligências, além de ações realizadas na própria sede da Agehab.
Segundo o Ministério Público, há indícios de irregularidades na seleção de projetos de engenharia e na celebração e execução de contratos vinculados à construção de unidades habitacionais do programa “Pra Ter Onde Morar”. A promotoria ressalta que as possíveis ilegalidades não dizem respeito à finalidade do programa habitacional, mas à atuação de agentes públicos envolvidos nos processos de contratação.
As apurações apontam suspeitas de reajustes contratuais considerados ilícitos, flexibilização indevida de regras previstas em editais, realização de pagamentos irregulares e possível interferência em setores técnicos da agência com o objetivo de favorecer empresários e construtoras.
Em nota oficial, a Agehab informou que o mandado de busca e apreensão foi expedido pela 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual, a pedido do MPGO, e afirmou que a operação não compromete a gestão nem os programas desenvolvidos pela instituição.
A agência declarou ainda que está colaborando com as investigações, fornecendo todas as informações solicitadas pela Justiça, e destacou que os processos eletrônicos foram devidamente acessados e registrados. Segundo o comunicado, os servidores envolvidos foram demitidos, e a autarquia reforçou o compromisso de esclarecer os fatos à sociedade.
Com informações do Mais Goiás











