O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos para condenar deputados do Partido Liberal (PL) acusados de integrar um esquema de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares. O julgamento ocorre na Primeira Turma da Corte e envolve parlamentares suspeitos de cobrar propina para liberar verbas destinadas a municípios.
De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), os deputados teriam participado de uma organização criminosa que condicionava o repasse de recursos públicos ao pagamento de vantagens indevidas. As investigações apontam que o grupo negociou cerca de R$ 6,67 milhões em emendas, com exigência de aproximadamente 25% do valor como propina.
Entre os principais acusados estão os deputados Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil, além do ex-deputado Bosco Costa. Ao todo, oito pessoas respondem à ação penal no STF.
Segundo a acusação, o esquema funcionava de forma estruturada, com divisão de tarefas entre os envolvidos e atuação direta na destinação de recursos federais a prefeituras específicas, mediante pagamento ilícito.
Durante o julgamento, a PGR reforçou o pedido de condenação, destacando que as provas reunidas indicam a existência de corrupção passiva e organização criminosa. As defesas, por outro lado, negam irregularidades e alegam legalidade na indicação das emendas parlamentares.
A decisão final ainda depende da conclusão dos votos dos ministros e da definição das penas, caso a condenação seja confirmada.











