Em um desdobramento militar sem precedentes desde o século passado, um submarino dos Estados Unidos disparou um torpedo e afundou o “Soleimani”, o navio de elite da Marinha do Irã, em águas internacionais no Oceano Índico.
O ataque, confirmado nesta quarta-feira (4) pelo Pentágono e por autoridades do Sri Lanka, resultou na morte de pelo menos 80 pessoas. O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, classificou a operação como um marco histórico, sendo o primeiro afundamento de uma embarcação inimiga por torpedo realizado pelas forças dos EUA desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
A embarcação destruída era considerada o orgulho da frota iraniana. Batizado em homenagem ao ex-general Qasem Soleimani (figura central da inteligência do Irã morta pelos EUA em 2020), o navio era visto como um símbolo de resistência e poderio bélico do país.
De acordo com o secretário Hegseth, o comando iraniano acreditava que a embarcação estava segura por navegar em águas internacionais, mas foi surpreendido pela letalidade tecnológica da frota de submarinos americana.
Durante coletiva de imprensa no Pentágono, Pete Hegseth enfatizou o peso simbólico e operacional da missão. O uso de torpedos para o afundamento de navios adversários é uma tática que não era registrada em combate real pelos Estados Unidos há mais de 80 anos. A confirmação do ataque direto marca uma escalada dramática nas tensões geopolíticas globais, demonstrando que as forças armadas americanas estão dispostas a utilizar todo o seu arsenal de subsuperfície contra alvos considerados estratégicos e hostis.
As informações sobre o balanço de vítimas foram inicialmente divulgadas pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Sri Lanka em rede nacional de televisão. O governo cingalês, que monitora a região devido à proximidade geográfica do incidente no Oceano Índico, confirmou que as equipes de resgate enfrentam dificuldades e que o número de mortos pode aumentar.











