Um bombeiro militar de Goiás protagonizou uma cena de coragem na tarde da última sexta-feira (27), ao salvar uma mulher que se afogava na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. De folga e sem qualquer equipamento de resgate, Rogério Filho, de 36 anos, arriscou a própria vida para impedir uma tragédia em um dos pontos turísticos mais movimentados do país.
Lotado em Pirenópolis, no Entorno do Distrito Federal, o militar estava na areia com a namorada, em frente ao Copacabana Palace, quando decidiu entrar no mar por volta das 16h. O que seria apenas um banho de mar transformou-se rapidamente em uma ocorrência de salvamento.
Segundo Rogério, o mar estava bastante agitado, com forte corrente de retorno. Pouco depois de entrar na água, ele percebeu um casal à sua esquerda em evidente situação de afogamento. O homem tentava sair, mas enfrentava dificuldades diante da força da corrente. Após muito esforço, ele conseguiu alcançar a faixa de areia, mas a companheira permaneceu no mar, já em situação crítica.
Ao notar o desespero do marido, Rogério não hesitou. Nadou cerca de oito metros até alcançar a mulher, que já estava submersa. Mesmo nervosa, ela conseguiu agarrá-lo. O bombeiro tentou realizar o reboque por duas ou três vezes, mas a força do mar e a ausência de equipamentos dificultaram a retirada.
Diante do risco crescente, o militar adotou uma nova estratégia. Em vez de insistir no deslocamento imediato até a areia, manteve-se flutuando com a vítima, buscando acalmá-la enquanto aguardava apoio. Durante os cerca de cinco minutos até a chegada do reforço, a mulher repetia que não queria ser deixada sozinha.
Um bombeiro do Rio de Janeiro chegou ao local com um flutuador e concluiu o resgate. Com a vítima estabilizada no equipamento, Rogério retornou à areia e acionou uma moto aquática da corporação, que realizou a retirada definitiva da mulher da água. Ela recebeu orientações para procurar atendimento em uma unidade de saúde.
Após o salvamento, Rogério descreveu o momento como uma mistura de surpresa, adrenalina e senso de dever. Segundo ele, não houve tempo para hesitação. “Não pensei duas vezes e fiz o que precisava ser feito. Depois que tudo passou, veio a sensação de alívio e gratidão a Deus por ter me colocado no lugar certo e na hora certa”, relatou.











