Folha de Notícias

Jovem de 19 anos desaparece no Rio Paranaíba após sair sozinho em canoa motorizada na zona rural de Quirinópolis

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Um jovem de 19 anos está desaparecido desde a madrugada do dia 27 de fevereiro, após suspeita de afogamento na região do alagado do Rio Paranaíba, entre Quirinópolis e Paranaiguara, no Povoado Geraldo Lemos, zona rural de Quirinópolis. O caso está mobilizando equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, que seguem com buscas intensas na área.

De acordo com informações repassadas pelos bombeiros, o desaparecimento ocorreu por volta de 00h20, quando o jovem, identificado pelas iniciais J.S.S.F., funcionário de uma empresa de piscicultura local, acionou a única canoa motorizada utilizada pelo vigia noturno e se afastou da margem do rio. Testemunhas relataram que ele seguia sozinho em direção ao centro do alagado.

Colegas de trabalho perceberam a movimentação incomum e tentaram rapidamente preparar outra embarcação para alcançá-lo. Guiados pelo barulho do motor, percorreram cerca de dois quilômetros rio adentro e encontraram apenas a canoa à deriva, com o motor ainda ligado. O jovem não estava na embarcação. A principal suspeita é de que ele tenha caído na água e submergido.

As primeiras buscas de superfície foram realizadas ainda na manhã do dia 28 de fevereiro, quando a equipe local fez o reconhecimento da extensa área onde o desaparecimento pode ter ocorrido. Diante da complexidade da ocorrência, mergulhadores especializados foram acionados da capital. A equipe chegou ao local por volta das 18h do mesmo dia, utilizando a viatura ASA-266, e iniciou os mergulhos, que se estenderam até às 19h30, sem sucesso na localização da vítima.

No domingo, 1º de março, as buscas foram retomadas nas primeiras horas da manhã e seguiram até o anoitecer. Segundo os mergulhadores, o ponto onde o corpo possivelmente submergiu apresenta profundidade entre 31 e 33 metros. Apesar de não haver obstáculos identificados no fundo, a visibilidade é praticamente nula e a temperatura na parte mais profunda chega a 26°C, fatores que dificultam o trabalho subaquático.

Outro desafio enfrentado pelas equipes é a falta de uma referência precisa do local exato onde o jovem teria caído na água. A área estimada de buscas compreende aproximadamente 600 metros de comprimento por 100 metros de largura. O quadrante foi delimitado com cordas e boias em três faces para orientar os mergulhos.

Devido às limitações técnicas de tempo de permanência no fundo em grandes profundidades, os mergulhadores realizam descidas em pontos estimados e estratégicos. 

Informações preliminares apontam que o jovem não utilizava colete salva-vidas e não sabia nadar. Até o momento, as buscas seguem em andamento.

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