Um operador de máquinas com passagens por violência doméstica matou a ex-companheira a tiros e, em seguida, tirou a própria vida na tarde de sábado (14), em Itumbiara.
A vítima, de 39 anos, possuía medida protetiva contra o agressor, mas ambos continuavam morando na mesma residência. Durante o crime, a filha e a enteada da mulher também foram agredidas.
De acordo com informações apuradas, o relacionamento era marcado por episódios recorrentes de ameaças e agressões. O autor já havia sido condenado por violência doméstica dois anos antes do feminicídio. Mesmo após a decisão judicial, o casal não se separou, situação que, segundo a Polícia Civil, contribuiu para a manutenção do ciclo de violência.
O crime ocorreu no Setor Santa Rita, bairro onde os dois ainda viviam sob o mesmo teto, apesar da ordem de afastamento concedida pela Justiça após denúncias registradas pela vítima neste ano por ameaças e danos. A permanência conjunta contrariava a medida protetiva e expunha a mulher a risco contínuo.
Segundo relato do advogado de defesa do agressor, dias antes do crime ele teria procurado orientação e admitido comportamento violento em casa. A recomendação profissional foi para que cumprisse rigorosamente a decisão judicial e deixasse o imóvel. Ainda assim, o agressor afirmou que o relacionamento estaria “bem” e não efetivou a mudança.
No momento do ataque, além da vítima fatal, a adolescente de 15 anos e a enteada foram atingidas fisicamente. A jovem recebeu atendimento médico e não corre risco de vida, sendo considerada uma das principais testemunhas da discussão que antecedeu o crime.
Matéria escrita pela estagiária Laura Emanuely sob supervisão da jornalista Giovanna Mendonça *











