A Câmara Municipal de São Paulo iniciou os trabalhos da comissão especial responsável por analisar o pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB). A representação foi apresentada pelos vereadores Amanda Paschoal, Silvia Ferraro e Celso Giannazi, do PSol.
O colegiado elegeu Rubinho Nunes (União Brasil) para a presidência e Major Palumbo (PP) para a relatoria. A comissão conta com sete vereadores, sendo cinco ligados à base governista e dois à oposição.
Os parlamentares do PSol alegam que a Prefeitura de São Paulo descumpriu uma determinação da Justiça Eleitoral sobre a disponibilização integral da frota de ônibus no domingo de votação.
A oposição também aponta suposto uso de servidores comissionados em atividades relacionadas à campanha eleitoral.
As alegações integram o pedido apresentado à Câmara e ainda dependem de análise. A abertura da comissão não representa comprovação das acusações nem afastamento do prefeito.
O que acontece agora?
A comissão tem prazo de até dez dias para examinar a admissibilidade da representação. A próxima reunião está prevista para terça-feira (3 de novembro), quando o relator Major Palumbo deverá apresentar seu parecer para votação.
Caso o colegiado recomende o prosseguimento do pedido, a matéria ainda precisará passar pelo plenário da Câmara Municipal.
Para avançar nessa etapa, serão necessários pelo menos 33 votos favoráveis entre os 55 vereadores.
A composição da comissão, com maioria de parlamentares da base governista, será um dos fatores políticos relevantes na análise da representação.
Até o momento, Ricardo Nunes permanece no exercício do cargo, e não há decisão pela abertura definitiva de um processo de impeachment.











