A jornalista e ex-deputada federal Joice Hasselmann anunciou que votará no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). A declaração foi publicada nas redes sociais na quinta-feira (22), apesar do histórico de enfrentamento de Joice ao PT e de sua antiga aliança com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
No vídeo, Joice afirmou que sua decisão foi motivada pela defesa da democracia. Ao comparar os grupos políticos que disputam a Presidência, declarou: “Os dois lados não são iguais”. Segundo ela, embora tenha divergências históricas com Lula e o Partido dos Trabalhadores, considera necessário apoiar o petista diante do que avalia como riscos representados pelo grupo ligado à família Bolsonaro.
Durante o pronunciamento, a jornalista relembrou sua participação na campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018. Naquele período, tornou-se uma das principais aliadas do então candidato e, posteriormente, assumiu a liderança do governo na Câmara dos Deputados.
Joice afirmou que se decepcionou com o governo ainda no primeiro ano de mandato e que decidiu romper com o grupo após identificar situações que, segundo ela, deveriam ser denunciadas. Também mencionou sua atuação ao questionar supostas articulações antidemocráticas.
A ex-deputada declarou que sua trajetória política ao lado de Bolsonaro mudou sua avaliação sobre o grupo. Ela afirma que as experiências vividas durante o período no governo influenciaram sua decisão de apoiar Lula neste segundo turno.
Jornalista faz acusações contra Flávio Bolsonaro
No mesmo vídeo, Joice fez acusações contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, e afirmou acreditar que ele será preso.
“Flávio Bolsonaro será preso”, declarou a jornalista, acrescentando que, em sua avaliação, há suspeitas e supostas irregularidades envolvendo o parlamentar.
As afirmações foram feitas por Joice durante o pronunciamento e não devem ser interpretadas, por si só, como comprovação de crimes ou como indicação de uma decisão judicial futura. A eventual responsabilização criminal depende de apuração e dos procedimentos legais cabíveis.
Decisão pode gerar críticas, diz Joice
A jornalista também reconheceu que seu posicionamento poderá provocar críticas, afastar aliados e prejudicar relações pessoais. Mesmo assim, afirmou que considera a escolha necessária diante do cenário eleitoral.
Joice disse que pretende voltar a fazer oposição após o segundo turno, independentemente do resultado, mas ressaltou que pretende atuar dentro das regras democráticas.
“Entre discordar e o mal maior, eu fico com as regras do jogo. Eu voto em Lula no domingo”, concluiu.
A declaração representa uma mudança pública de posicionamento em relação à disputa presidencial, especialmente pelo histórico de oposição de Joice ao PT e por sua participação na articulação política do governo Bolsonaro.










