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Folha de Notícias

“Exército do Lula” chega a 7 milhões de seguidores no WhatsApp; “Tropa do Flávio” reúne 2 milhões

O canal de WhatsApp “Exército do Lula” ultrapassou a marca de 7 milhões de seguidores nesta quarta-feira (21), a quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais. Administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o espaço é utilizado para divulgar conteúdos em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Às 9h59 desta quarta-feira, o canal registrava exatamente 7.065.098 seguidores, segundo levantamento publicado pelo Poder360.

Enquanto isso, o canal “Tropa do Flávio”, criado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) para mobilizar apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL), reúne aproximadamente 2 milhões de inscritos. A diferença entre os dois canais é de cerca de 5 milhões de seguidores. 

Crescimento acelerado em poucos dias

A expansão do “Exército do Lula” ganhou força durante a reta final da campanha presidencial.

Em 12 de outubro, o canal reunia aproximadamente 3,7 milhões de seguidores. Na noite de terça-feira (20), já havia alcançado 6,3 milhões, ultrapassando os 7 milhões na manhã seguinte.

O crescimento representa um aumento de aproximadamente 3,3 milhões de inscritos em nove dias.

Os canais de WhatsApp se tornaram ferramentas importantes de mobilização eleitoral, permitindo que mensagens, vídeos, notícias e materiais de campanha sejam distribuídos diretamente aos seguidores.

Diferentemente dos grupos tradicionais, os canais permitem que administradores publiquem conteúdos para grandes audiências, sem que todos os participantes possam enviar mensagens. 

Canal de Lula chegou a ser suspenso pelo TSE

O crescimento acontece após uma disputa judicial envolvendo o funcionamento do canal.

A campanha de Flávio Bolsonaro questionou a regularidade do “Exército do Lula” perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em 11 de outubro, o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão do canal. Horas depois, a decisão foi revertida pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva.

Posteriormente, Nunes Marques voltou a determinar restrições, exigindo o registro formal do canal na Justiça Eleitoral.

Após a regularização pela campanha de Lula, o ministro autorizou sua reativação. O canal voltou a funcionar em 14 de outubro, após o cumprimento do prazo estabelecido. 

WhatsApp ganha protagonismo na disputa presidencial

A mobilização digital ganhou destaque nas eleições de 2026, especialmente diante da utilização de canais com milhões de seguidores para divulgar conteúdos políticos.

O crescimento desses espaços também ampliou as discussões sobre transparência, fiscalização e cumprimento das regras eleitorais nas plataformas digitais.

A quantidade de seguidores, entretanto, não representa necessariamente o número de eleitores de cada candidato nem pode ser interpretada como pesquisa de intenção de voto.

Com o segundo turno marcado para domingo (25), Lula e Flávio Bolsonaro seguem utilizando as redes sociais como parte de suas estratégias de comunicação e mobilização de apoiadores.

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