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Folha de Notícias

Após anunciar voto pelo fim da 6×1, Flávio sinaliza apoio a modelo alternativo de jornada caso seja eleito

Um dia depois de anunciar que votará a favor do fim da escala 6×1, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a enfrentar questionamentos sobre qual modelo de jornada de trabalho pretende defender caso seja eleito.

Segundo informações de bastidores publicadas nesta quarta-feira (14), aliados de Flávio e integrantes do PL têm sinalizado a empresários e ao mercado financeiro que, em um eventual governo, o partido pretende fortalecer uma proposta alternativa baseada em jornada flexível e remuneração pelas horas efetivamente trabalhadas. 

A articulação ocorre justamente no dia em que o Senado tem na pauta a votação, em primeiro turno, da PEC 221/2019, que reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, estabelece dois dias de repouso remunerado e proíbe redução salarial. 

Flávio anunciou apoio ao fim da 6×1

Na terça-feira (13), Flávio afirmou publicamente que votará a favor da proposta que acaba com a atual escala de seis dias trabalhados para um de descanso.

O senador justificou a mudança de posição afirmando que, durante viagens pelo país, percebeu que a maioria dos trabalhadores com quem conversou deseja o fim da escala 6×1.

Antes disso, Flávio vinha criticando a votação da medida durante o período eleitoral e manifestando preocupação com os impactos da redução da jornada sobre empresas e empregos. Reportagens recentes mostram que ele continua defendendo maior liberdade para negociações entre empregadores e trabalhadores. 

PEC da 6×1 pode ser votada nesta quarta

A PEC 221/2019 passou pelas cinco sessões de discussão exigidas antes da primeira votação e está na pauta do Plenário do Senado nesta quarta-feira (14).

O relatório aprovado na Comissão de Constituição e Justiça foi favorável à proposta e contrário às 36 emendas apresentadas. Para avançar, o texto precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis, correspondentes a três quintos dos 81 senadores, em dois turnos. 

Como a Câmara dos Deputados já aprovou a proposta, se o Senado aprová-la sem alterações nos dois turnos, a emenda poderá ser promulgada pelo Congresso. PEC não depende de sanção ou veto do presidente da República.

Debate entra de vez na campanha presidencial

A escala 6×1 se tornou um dos principais temas trabalhistas do segundo turno entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Enquanto Lula e seus aliados defendem a redução obrigatória da jornada para 40 horas semanais com dois dias de descanso e preservação salarial, Flávio anunciou voto favorável à mudança, mas continua defendendo mecanismos de flexibilização.

A votação desta quarta-feira no Senado poderá definir uma etapa importante do debate, mas a disputa sobre qual modelo de jornada deverá prevalecer no país tende a continuar mesmo depois da eleição presidencial.

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