A reta final da campanha presidencial terminou em pancadaria neste domingo (27), em Salvador. Apoiadores do candidato à Presidência Renan Santos (Missão) e integrantes ligados ao bolsonarismo se envolveram em uma confusão durante um ato político realizado em frente à Reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA), no bairro do Canela.
Vídeos que circulam pelas redes sociais mostram o tumulto já instalado, com socos, empurrões e pessoas tentando separar os envolvidos. As imagens, porém, não mostram toda a sequência anterior à briga e, até o momento, há versões diferentes sobre quem iniciou o confronto.
Segundo veículos locais, um homem ligado ao grupo de Renan Santos foi detido depois de agredir um integrante do grupo bolsonarista com socos e pontapés. Algumas reportagens identificam o agredido como integrante da equipe do candidato do PL Giuliano Argollo.
PM precisou intervir
A Polícia Militar da Bahia informou que equipes do 18º Batalhão foram acionadas para atender uma ocorrência de desentendimento motivado por questões políticas.
Ao chegar ao local, os policiais intervieram na confusão e conduziram os envolvidos para a Central de Flagrantes, onde a ocorrência foi registrada. Segundo a informação mais recente divulgada pela imprensa baiana, eles foram ouvidos e posteriormente liberados.
Testemunhas apresentaram versões diferentes sobre o início da briga.
Uma delas afirmou que integrantes ligados ao MBL vinham trocando provocações com bolsonaristas antes das agressões. Outra disse que um homem vestido de preto teria avançado primeiro contra um integrante do grupo adversário. Os vídeos disponíveis não permitem determinar sozinhos qual versão corresponde à sequência completa dos acontecimentos.
Renan reage e eleva o tom
Depois da confusão, Renan Santos reagiu durante discurso aos apoiadores.
O candidato acusou os bolsonaristas presentes de terem provocado participantes do evento e criticou duramente a atuação da Polícia Militar da Bahia, afirmando que os policiais estariam protegendo o grupo adversário. A PM não corroborou essa acusação; sua versão oficial é de que foi acionada para apartar um desentendimento de natureza política.
Renan também utilizou um palavrão contra os bolsonaristas e pediu aplausos para um apoiador identificado por ele como “Pedrinho”, que havia sido detido durante o tumulto.
O candidato ainda atacou politicamente o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), ao responsabilizar sua gestão pela atuação da Polícia Militar. A afirmação foi feita por Renan durante o ato e não representa conclusão oficial sobre a conduta da corporação.











