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Folha de Notícias

Dannilo e Karen Proto são condenados a mais de 11 anos de prisão por esquema que teria desviado milhões da educação

A Justiça condenou Karen de Souza Santos Proto, esposa do ex-delegado Dannilo Ribeiro Proto, a 11 anos, 1 mês e 20 dias de reclusão, além do pagamento de 405 dias-multa, por crimes relacionados à atuação em uma organização criminosa investigada pela Operação Regra de Três. Segundo a sentença, o grupo teria atuado para desviar recursos públicos destinados à educação estadual, provocando um prejuízo milionário aos cofres públicos.

Karen foi condenada pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica e violação de sigilo funcional. Na decisão, a Justiça classificou as condutas atribuídas a ela como de “altíssimo teor de reprovabilidade”, destacando, entre outros fatores, as consequências financeiras provocadas pelo esquema.

A sentença aponta que a atuação da acusada teria contribuído para o funcionamento da organização investigada, que, conforme as apurações, tinha como objetivo a obtenção ilícita de recursos públicos. A soma das penas resultou em uma condenação superior a 11 anos de prisão, além da multa estabelecida pela Justiça.

Ex-delegado também é condenado e perde cargo

No mesmo contexto das investigações, o ex-delegado Dannilo Ribeiro Proto foi condenado a 11 anos, 2 meses e 1 dia de reclusão, além do pagamento de 576 dias-multa. A decisão também determinou a perda do cargo de delegado de polícia.

A condenação reúne crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, ameaça e prevaricação. Somente pelo crime de organização criminosa, a pena aplicada foi de 8 anos, 10 meses e 5 dias de reclusão, além de 384 dias-multa. Pela falsidade ideológica, foram fixados mais 1 ano e 6 meses de reclusão e 96 dias-multa.

O ex-delegado também foi condenado a 4 meses e 20 dias de detenção pelo crime de ameaça e a 5 meses e 6 dias de detenção, além de 96 dias-multa, por prevaricação.

Com a soma das penas, a condenação definitiva de Dannilo Proto chega a mais de 11 anos de prisão. A perda do cargo de delegado também foi determinada no âmbito da sentença.

Investigação apurou atuação de agentes públicos

As condenações fazem parte dos desdobramentos da Operação Regra de Três, investigação que apurou suspeitas envolvendo agentes públicos e uma organização criminosa. Entre os pontos analisados pelas autoridades estavam possíveis irregularidades relacionadas ao uso de recursos públicos da educação estadual.

A decisão judicial destacou a gravidade das condutas atribuídas aos réus e os impactos financeiros do esquema, apontando para um prejuízo de grande proporção aos cofres públicos.

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