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Folha de Notícias

Meta restringe contas de Renan Santos após decisão de Toffoli e candidato pede ao TSE que caso seja levado ao plenário

As contas do candidato à Presidência da República Renan Santos, do partido Missão, foram restringidas pelas plataformas digitais após uma decisão cautelar do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu parte da campanha digital do político. Diante da medida, Renan solicitou ao tribunal que a decisão seja analisada pelo plenário da Corte.

A decisão de Toffoli determinou a suspensão da propaganda eleitoral digital de Renan, além de restringir sua participação em debates, entrevistas e sabatinas. Também foram suspensos, de forma cautelar, os repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) à chapa. A medida, no entanto, não significa, neste momento, o indeferimento da candidatura.

O caso está relacionado à identificação de perfis utilizados pela campanha nas redes sociais. Segundo a decisão, contas que estariam sendo utilizadas para divulgação de conteúdo eleitoral não foram informadas inicialmente ao TSE dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral. A avaliação é de que a omissão poderia ter permitido que os conteúdos continuassem sendo recomendados pelos algoritmos das plataformas, enquanto os perfis de outros candidatos já estavam submetidos às restrições previstas pelas regras eleitorais.

A determinação atingiu diretamente a estratégia de comunicação de Renan Santos, que tem forte presença no ambiente digital. Após a decisão, Instagram e YouTube restringiram ou retiraram do ar contas relacionadas ao candidato no Brasil. A equipe de Renan informou que as medidas atingiram os perfis brasileiros e que o candidato pretende contestar judicialmente as determinações.

Em meio à crise, Renan Santos passou a defender que o caso não permaneça restrito à decisão individual de Toffoli e seja submetido ao plenário do TSE. O pedido ocorre enquanto a própria situação do registro de candidatura do político segue sob análise da Corte.

O ministro havia retirado de pauta o julgamento do registro de candidatura de Renan após apontar possíveis irregularidades relacionadas às contas utilizadas na campanha. O partido recebeu prazo para informar quando os perfis começaram a ser utilizados para propaganda eleitoral e se existem outras contas vinculadas à candidatura. O descumprimento das determinações pode ampliar as consequências para o registro da candidatura.

A disputa envolvendo Renan ocorre em um momento de maior rigor da Justiça Eleitoral sobre o uso de redes sociais nas eleições de 2026. As regras estabelecidas pelo TSE buscam impedir que candidatos obtenham vantagem por meio de sistemas de recomendação das plataformas, especialmente quando determinados perfis não estão devidamente registrados junto à Justiça Eleitoral.

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