Os brasileiros terão a oportunidade de acompanhar um dos principais fenômenos astronômicos do ano entre a noite de 27 e a madrugada de 28 de agosto. O eclipse lunar parcial será visível a olho nu em todas as regiões do país e promete transformar o céu durante a madrugada, quando cerca de 93% da superfície da Lua ficará encoberta pela sombra da Terra.
Segundo o astrônomo e diretor do Observatório do Valongo, Thiago Gonçalves, o fenômeno terá início por volta das 23h30 (horário de Brasília) e atingirá seu ponto máximo aproximadamente à 1h da manhã. “É um evento perfeito para os observadores no Brasil, porque poderá ser visto em todo o país. No horário de Brasília, ele começa por volta das 23h30 e atinge o seu máximo por volta da 1h da manhã”, explicou o especialista.
Por se tratar de um eclipse parcial, a Lua não será completamente coberta pela sombra da Terra. Ainda assim, o evento chama a atenção pela intensidade. “Cerca de 93% do satélite natural será coberto”, destacou Thiago Gonçalves. Com isso, apenas uma pequena faixa iluminada permanecerá visível.
O especialista ainda explica que o tradicional tom avermelhado observado durante eclipses totais não aparecerá por completo. “Parte do disco lunar permanecerá clara”, o que criará um efeito visual diferente e considerado bastante interessante pelos astrônomos.
Para acompanhar o espetáculo, a recomendação é procurar locais com boa visibilidade do céu e afastados da iluminação artificial. Como a Lua estará em uma posição elevada durante o eclipse, a observação será favorecida na maior parte do território brasileiro.
Não será necessário utilizar equipamentos como telescópios ou binóculos para observar o fenômeno, embora eles possam ajudar na visualização de detalhes da superfície lunar. A orientação é iniciar a observação desde o começo do eclipse, por volta das 23h30, permanecendo até o momento de maior cobertura, previsto para aproximadamente 1h da manhã.
Além do Brasil, o eclipse também poderá ser observado em diversos países das Américas e em partes da Europa e da África, atraindo a atenção de observadores em diferentes continentes.











