Pular para o conteúdo principal

Folha de Notícias

Homem suspeito de matar idoso em Rio Verde foge para Uberlândia, mas é preso pela Polícia Civil

Um homem apontado como executor do homicídio de Geraldo Gomes Monteiro, de 69 anos, foi preso pela Polícia Civil após fugir de Rio Verde, no sudoeste de Goiás, para Uberlândia, em Minas Gerais. A prisão foi realizada pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Rio Verde, com apoio da Delegacia de Homicídios de Uberlândia. A vítima foi brutalmente atacada com golpes de faca dentro da própria residência e morreu no dia 1º de agosto de 2026, após permanecer internada por mais de um mês em estado grave.

Durante o interrogatório, Geison, apontado como autor direto das agressões, confessou o homicídio, segundo a Polícia Civil. As investigações apontam que, no momento do crime, a filha e a neta de Geraldo estavam na residência e teriam presenciado o ataque. Mesmo diante da gravidade das agressões, nenhuma das duas teria acionado atendimento médico ou a Polícia Militar.

A apuração também identificou contradições nos depoimentos apresentados pelas duas mulheres e comportamentos considerados incompatíveis, segundo os investigadores, com a condição de simples testemunhas. A neta da vítima teria mantido contato com Geison após o crime e afirmado que não o prejudicaria, chegando a dizer que estaria disposta a fugir com ele. A polícia também recebeu informações de que ela pretendia deixar Rio Verde acompanhada do suspeito.

A filha de Geraldo também passou a ser investigada após impedir que familiares da vítima entrassem na residência logo depois do crime. De acordo com a Polícia Civil, ela teria negado inclusive o acesso da própria irmã de Geraldo ao imóvel. A atitude levantou a suspeita de que a mulher pudesse estar tentando ocultar o executor ou outros elementos importantes para a investigação.

Diante do conjunto de evidências reunidas, a filha e a neta da vítima também foram presas por possível participação no homicídio. Os três investigados deverão responder, em tese, pelo crime de homicídio doloso qualificado.

A violência contra Geraldo foi considerada extrema pelos investigadores. Durante o ataque, a lâmina da faca utilizada por Geison teria se quebrado, deixando um fragmento metálico alojado no crânio da vítima. O golpe provocou uma fratura craniana e fez com que o idoso precisasse de atendimento médico especializado. Ele permaneceu internado, inclusive em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), por mais de um mês, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu em 1º de agosto.

A Polícia Civil considera, em tese, que o homicídio foi cometido com motivo fútil e mediante recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima, qualificadoras que poderão ser analisadas no decorrer do processo judicial.

Após o crime, Geison deixou Rio Verde e fugiu para Uberlândia, onde permaneceu na tentativa de evitar sua localização. Com o avanço das investigações e o trabalho conjunto entre as polícias dos dois estados, o suspeito acabou localizado e preso.

As prisões foram realizadas pelo Grupo de Investigação de Homicídios de Rio Verde e pela Delegacia de Homicídios de Uberlândia. As circunstâncias envolvendo a participação da filha e da neta de Geraldo ainda serão apuradas no curso da investigação e do processo judicial.

Facebook
WhatsApp

Confira nossa última edição impressa do Jornal Folha de Notícias