O Tribunal do Júri de Rio Verde condenou Rildo Soares, 33 anos, apontado como suposto serial killer, a 41 anos, 8 meses e 33 dias de prisão pelo feminicídio de Elisângela Silva de Souza, 26. A decisão também determinou o pagamento de R$ 100 mil à família da vítima.
O juiz Cláudio Roberto Costa dos Santos Silva destacou na sentença que o réu agiu de forma “fria, calculada e tratando a vítima como um objeto”. Por unanimidade, os jurados concluíram que Rildo abordou a jovem a caminho do trabalho, levou-a a um terreno baldio, onde a estuprou, matou, ocultou o corpo e roubou seus pertences.
Júri rejeita argumentos da defesa
Durante o julgamento, o Ministério Público de Goiás pediu a condenação por todos os crimes imputados: homicídio qualificado, estupro, roubo e ocultação de cadáver. A defesa tentou retirar uma das qualificadoras e pediu absolvição em relação à ocultação do corpo, mas os jurados mantiveram integralmente a denúncia.
Na decisão, o magistrado reforçou que o réu apresentava padrão de violência, escolhendo vítimas vulneráveis e submetendo-as a intenso sofrimento físico e psicológico. A existência de outros processos em andamento, com condutas semelhantes, também pesou negativamente.
Dois novos julgamentos na próxima semana
Rildo enfrentará o Tribunal do Júri outras duas vezes na próxima semana.
— Dia 15: julgamento pelo assassinato de Monara Pires Gouveia de Moraes, 31 anos.
— Dia 16: julgamento pela morte de Alexânia Hermógenes Carneiro, 40, conhecida como Lessi.
Nos dois casos, ele responde por feminicídio triplamente qualificado, estupro e ocultação de cadáver.
Em depoimento, o acusado confessou ter matado Monara após acusá-la de furtar R$ 600. Levou a vítima a um terreno baldio, onde a estuprou, agrediu e ateou fogo.
Sobre Alexânia, afirmou que a matou após descobrir que ela teria comprado drogas em seu nome e alegou que “quando fica nervoso, não se controla”.











